Cuiabá/MT, 28 de maio de 2026.

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Nikolas Ferreira sobre PEC fim da escala 6×1, sob Lula: populismo


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo nas redes sociais na terça-feira (26) manifestando críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

A proposta será analisada nesta quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados, após um acordo firmado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Embora tenha declarado não ser contrário à redução da jornada de trabalho, Nikolas afirmou que o debate precisa ser conduzido de forma séria e não populista. “O trabalhador tem que ter tempo pra saúde, pra lazer, pra cuidar da sua família, pra ter um tempo de fé, pra poder ir pra igreja. Agora, meu ponto sempre foi discutir isso de maneira séria e não populista”, disse.

Segundo o parlamentar, a esquerda estaria usando o tema com fins eleitorais, deixando de lado questões estruturais como inflação, carga tributária, segurança pública e geração de empregos.

Críticas a Erika Hilton e à Exclusão de Servidores Públicos

Nikolas direcionou suas críticas à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma das autoras das PECs em discussão, e mencionou entrevistas em que ela teria admitido não dispor de estudos específicos sobre os impactos econômicos da medida. “Depois da picanha não dá pra cair nessas coisas mais. Enxerga o que está acontecendo?”, declarou.

Um dos pontos mais enfatizados pelo deputado foi o fato de a proposta não se aplicar a servidores públicos. Para ele, isso evidencia uma contradição. “Eles tiraram o servidor público do fim da escala 6×1. Ou seja, sabendo que vai ter impactos econômicos, eles deixaram isso só pro setor privado. Mas pro setor público, né? Aí não. Vamos manter do jeito que tá, que senão vai quebrar o setor público, né? Bicho, é muita cara de pau!”, afirmou.

Defesa de Modelo Flexível e Possível Apoio à 4×3

Nikolas rebateu ainda acusações de que teria apoiado o aumento da jornada semanal para 52 horas, esclarecendo que sua emenda apenas estabelecia um limite de até 12 horas extras para quem optasse por realizá-las. Como alternativa, propôs um modelo baseado em 40 horas semanais com maior flexibilidade para distribuição da carga horária.

O deputado também sugeriu que a oposição poderá apoiar uma escala 4×3, com o objetivo de expor, segundo ele, os efeitos econômicos da proposta antes das eleições. “Se só na dor o brasileiro aprende, então que assim seja. Eu não tenho medo de dizer a verdade. Eu não tenho medo de escancarar o jogo sujo que a esquerda faz pra cima da gente”, concluiu. Com: Pleno News.





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