Na República Dominicana, líderes evangélicos estão exigindo uma investigação rigorosa sobre a Fundação Restaurando Vidas, após a intervenção do Ministério Público e do CONANI, que resgatou 14 menores em situação de risco. A fundação é acusada de operar ilegalmente e de estar envolvida em abuso infantil e tráfico de pessoas.
Intervenção e acusações
Conforme reportado pelo Evangélico Digital, a intervenção ocorreu na comunidade de La Pared de Haina, onde foram encontradas condições de maltrato, descuido e exploração. Os responsáveis pela fundação, Ángel Gabriel Capellán e Isaías Ramón Muñoz Rodríguez, foram detidos sob acusações de tráfico de pessoas e abuso infantil.
“Este caso não deve se tornar um precedente de desconfiança generalizada.”
Reação da comunidade evangélica
A primeira-dama, Raquel Arbaje, confirmou que a fundação já havia sido fechada anteriormente pelas autoridades, mas continuou operando sem autorização. Isso levantou questões sobre a responsabilidade estatal na supervisão de tais instituições.
Organizações evangélicas, como a Confederação Dominicana de Unidade Evangélica (CODUE) e a Aliança Evangélica Dominicana, pediram formalmente uma investigação independente para esclarecer os fatos. Elas destacaram que Capellán não é um pastor em exercício e não possui vínculos formais com a igreja evangélica.
Discussões sobre supervisão e ética
O caso reacendeu debates sobre a supervisão estatal de fundações e lares de menores, além da responsabilidade ética de organizações religiosas em atividades sociais. Líderes evangélicos enfatizam a necessidade de fortalecer mecanismos de controle e transparência para proteger crianças em situação de vulnerabilidade.












