Cuiabá/MT, 5 de setembro de 2026.

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Autoridades na China realizam nova operação contra igreja em Xangai


No dia 30 de agosto de 2026, autoridades chinesas realizaram uma operação policial na igreja Jie’en, localizada no distrito de Hongkou, em Xangai. A ação resultou na detenção de Hu Yile, líder da congregação, em um contexto de crescente repressão às atividades cristãs na China.

Contexto da repressão religiosa na China

A China tem enfrentado um aumento significativo na repressão a grupos religiosos, especialmente aqueles que operam fora do sistema oficialmente reconhecido. Igrejas não registradas, como as chamadas “igrejas domésticas”, têm sido alvo de operações policiais frequentes. O governo chinês impõe restrições severas à liberdade religiosa, exigindo que todas as atividades religiosas sejam supervisionadas por autoridades estatais.

O que aconteceu na igreja Jie’en

Na manhã do dia 30 de agosto, cerca de 30 agentes de diferentes departamentos governamentais invadiram o local de culto da Jie’en Church. Os oficiais, incluindo policiais locais e funcionários do Bureau de Assuntos Étnicos e Religiosos, entraram no edifício e começaram a registrar as identificações dos congregantes presentes. Após a identificação, todos foram obrigados a deixar o local.

Hu Yile, a líder da igreja e esposa de Xu Guoxing, um conhecido ativista da rede de igrejas domésticas em Xangai, foi levada pela polícia e colocada em detenção administrativa por sete dias. Xu Guoxing, que faleceu em junho de 2025, foi um defensor da liberdade religiosa e enfrentou várias prisões ao longo de sua vida por suas atividades religiosas.

Reações à operação policial

A detenção de Hu Yile e a operação na Jie’en Church geraram preocupação entre os cristãos e defensores dos direitos humanos. A crescente repressão às igrejas não registradas é vista como uma tentativa do governo de silenciar vozes dissidentes e controlar a prática religiosa no país. Recentemente, outras detenções de líderes cristãos, como a de Pastor David Tang e seis outros fiéis, também foram reportadas, evidenciando a intensificação da perseguição.

O que esperar para o futuro

Com o aumento das operações policiais e a detenção de líderes religiosos, a situação das igrejas não registradas na China tende a se agravar. A comunidade cristã global deve permanecer atenta e orar pela proteção e liberdade dos cristãos perseguidos na China. A mobilização internacional em defesa da liberdade religiosa é crucial para apoiar aqueles que enfrentam a repressão por sua fé.

“A repressão à liberdade religiosa na China é alarmante e requer atenção global.”

As autoridades chinesas continuam a implementar um sistema regulatório que exige que todas as atividades religiosas sejam registradas e supervisionadas, o que limita severamente a liberdade de culto. A situação atual exige que a comunidade cristã se una em oração e ação, buscando apoio e solidariedade para com os irmãos e irmãs que enfrentam perseguição.



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