No dia 30 de agosto de 2026, autoridades chinesas realizaram uma operação policial na igreja Jie’en, localizada no distrito de Hongkou, em Xangai. A ação resultou na detenção de Hu Yile, líder da congregação, em um contexto de crescente repressão às atividades cristãs na China.
Contexto da repressão religiosa na China
A China tem enfrentado um aumento significativo na repressão a grupos religiosos, especialmente aqueles que operam fora do sistema oficialmente reconhecido. Igrejas não registradas, como as chamadas “igrejas domésticas”, têm sido alvo de operações policiais frequentes. O governo chinês impõe restrições severas à liberdade religiosa, exigindo que todas as atividades religiosas sejam supervisionadas por autoridades estatais.
O que aconteceu na igreja Jie’en
Na manhã do dia 30 de agosto, cerca de 30 agentes de diferentes departamentos governamentais invadiram o local de culto da Jie’en Church. Os oficiais, incluindo policiais locais e funcionários do Bureau de Assuntos Étnicos e Religiosos, entraram no edifício e começaram a registrar as identificações dos congregantes presentes. Após a identificação, todos foram obrigados a deixar o local.
Hu Yile, a líder da igreja e esposa de Xu Guoxing, um conhecido ativista da rede de igrejas domésticas em Xangai, foi levada pela polícia e colocada em detenção administrativa por sete dias. Xu Guoxing, que faleceu em junho de 2025, foi um defensor da liberdade religiosa e enfrentou várias prisões ao longo de sua vida por suas atividades religiosas.
Reações à operação policial
A detenção de Hu Yile e a operação na Jie’en Church geraram preocupação entre os cristãos e defensores dos direitos humanos. A crescente repressão às igrejas não registradas é vista como uma tentativa do governo de silenciar vozes dissidentes e controlar a prática religiosa no país. Recentemente, outras detenções de líderes cristãos, como a de Pastor David Tang e seis outros fiéis, também foram reportadas, evidenciando a intensificação da perseguição.
O que esperar para o futuro
Com o aumento das operações policiais e a detenção de líderes religiosos, a situação das igrejas não registradas na China tende a se agravar. A comunidade cristã global deve permanecer atenta e orar pela proteção e liberdade dos cristãos perseguidos na China. A mobilização internacional em defesa da liberdade religiosa é crucial para apoiar aqueles que enfrentam a repressão por sua fé.
“A repressão à liberdade religiosa na China é alarmante e requer atenção global.”
As autoridades chinesas continuam a implementar um sistema regulatório que exige que todas as atividades religiosas sejam registradas e supervisionadas, o que limita severamente a liberdade de culto. A situação atual exige que a comunidade cristã se una em oração e ação, buscando apoio e solidariedade para com os irmãos e irmãs que enfrentam perseguição.












