Tarifaço de Trump: EUA definem nesta quarta (15) se aplicam novas taxas ao Brasil
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (16), após fechar praticamente estável no dia anterior. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ Os Estados Unidos confirmaram a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros na noite de ontem. A decisão é resultado de uma investigação comercial do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e foi publicada junto a uma extensa lista de itens isentos. (entenda mais abaixo)
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▶️ Já no noticiário geopolítico, as atenções seguem voltadas para o conflito no Oriente Médio. Os EUA lançaram novos ataques contra o Irã. Os dois países continuam a disputar pelo Estreito de Ormuz e na véspera, o presidente americano, Donald Trump, chegou a afirmar que o governo iraniano quer “chegar a um acordo desesperadamente”.
O aumento do conflito na região continua a trazer volatilidade para o mercado internacional de petróleo. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,41%, cotado a US$ 84,60. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha uma queda de 0,16%, cotado a US$ 79,47 por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,60%;
Acumulado do mês: -1,64%;
Acumulado do ano: -7,48%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -1,04%;
Acumulado do mês: +2,32%;
Acumulado do ano: +9,24%.
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Tarifaço de Trump
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou na noite desta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.
A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.
No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.
Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.
Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas.
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Veja a lista de produtos taxados e isentos
No Brasil, o governo prevê um impacto macroeconômico reduzido com as novas taxas, reiterando que as exportações mostraram resiliência mesmo após o tarifaço em agosto do ano passado, com recuperação gradual desde novembro.
“Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma”, afirma análise da Secretaria de Política Econômica (SPE), publicada no “Boletim MacroFiscal”.
Segundo a Fazenda, as exceções para diversos produtos previstas pela medida tende a manter o impacto agregado modesto.
Escalada das tensões no Oriente Médio
Um ataque de mísseis dos Estados Unidos matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do Irã, nesta quarta-feira (15), informou o Exército do país.
O anúncio ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre os dois países e a volta do bloqueio militar norte-americano aos portos iranianos para tentar manter a navegação aberta no Estreito de Ormuz.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
Apesar dos esforços, nesta quarta, a Guarda Revolucionária do Irã voltou a afirmar que a rota permanecerá fechada até que os “atos de agressão” dos EUA parem.
“As operações de represália dos combatentes continuarão, e o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos ponham fim aos seus atos de agressão”, afirma comunicado divulgado pela televisão estatal Irib.
Em reação ao fechamento do canal, os EUA anunciaram um bloqueio naval ao Irã, iniciada no final da tarde de ontem.
Nos últimos dias, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, colocando em xeque o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.
Bolsas globais
Em Wall Street, os índices operavam em alta nesta quarta-feira (15), conforme investidores avaliavam resultados corporativos.
O Dow Jones teve ganhos de 0,29%, enquanto o S&P 500 subiu 0,36% e o Nasdaq Composite avançou 0,62%.
Já na Europa, a maioria das bolsas fechou em queda, com investidores ainda atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O DAX, da Alemanha, teve queda de 0,59%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,19% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,13%.
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em baixa nesta quarta-feira, em meio a uma liquidação de ações de semicondutores, com investidores realizando lucros recentes e redirecionando capital para setores mais tradicionais.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,20%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 0,29%.
Entre as demais bolsas da região, no entanto, o dia foi mais positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,40%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 6,24%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
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