Cuiabá/MT, 17 de julho de 2026.

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Farmácia em supermercado começa a funcionar em SP após lei autorizar venda de medicamentos no varejo




Farmácia em supermercado começa a funcionar em SP após lei autorizar venda de medicamentos no varejo
A primeira farmácia instalada dentro de um supermercado começou a funcionar nesta quarta-feira (16), na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. A abertura ocorre após a entrada em vigor da lei estadual, aprovada em março, que passou a autorizar supermercados e outros estabelecimentos varejistas a vender medicamentos.
Apesar de funcionar dentro de um mercado, a farmácia precisa seguir as mesmas regras das drogarias tradicionais. Entre elas, estão a separação física entre os dois estabelecimentos e a presença de um farmacêutico durante todo o horário de atendimento (leia mais abaixo).
No primeiro dia de funcionamento, clientes aproveitaram a novidade para reunir as compras de alimentos e medicamentos em uma única visita.
A aposentada Expedita Alves de Castro saiu do mercado com uma cesta de remédios para o marido, José do Carmo de Castro.
Medicamentos enfileirados em prateleira de farmácia
Reprodução/TV Globo
“É bom, né? A gente aproveita, já compra produtos, mantimentos, já vem na farmácia comprar uns remédios, que todo mês já tem que comprar mesmo”, disse.
José, que faz tratamento cardíaco, afirmou que costuma pesquisar os preços antes de comprar medicamentos e vê vantagem na praticidade.
“Ajuda, né? Lógico, se o preço é competitivo. Como eu sou cardíaco, tenho que procurar preço”, afirmou.
Segundo Vagner Moraes, diretor de farmácias da rede Assaí, a expectativa é ampliar a oferta de serviços de saúde aos clientes.
“A farmácia deixou de ser um local para cuidar da doença e passou a ser um lugar para cuidar da saúde. A gente entende que, dentro do supermercado, consegue entregar um cuidado mais integral para o cliente”, disse.
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Regras continuam as mesmas
A nova legislação não altera as exigências para a venda de medicamentos.
Os remédios isentos de prescrição médica podem ser adquiridos diretamente pelo consumidor. Já os medicamentos sujeitos a controle especial ou que exigem receita só podem ser vendidos mediante apresentação da prescrição médica, com retenção da receita quando previsto pela legislação.
Especialistas também alertam que a facilidade de acesso aos medicamentos não deve estimular a automedicação.
O médico clínico geral Alfredo Salim Helito afirma que tomar remédios sem orientação médica pode mascarar doenças e provocar efeitos adversos.
“A automedicação significa autodiagnóstico. Você, sem saber o que tem, toma um remédio. Esse remédio pode trazer grandes problemas para a população”, afirmou.
Segundo ele, é importante que o paciente saiba por que está tomando determinado medicamento, a dose correta, os possíveis efeitos no organismo e a forma como o remédio é eliminado pelo corpo.
Setor espera expansão
De acordo com a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (Abcfarma), o estado de São Paulo tem 16.621 farmácias e drogarias.
Os supermercados não são obrigados a instalar farmácias, mas a expectativa do setor é que novas unidades sejam abertas nos próximos meses com a regulamentação da atividade.
Para o professor de educação física Elton Matos, a principal vantagem é a economia de tempo.
“Facilita, porque você faz tudo num lugar só. Eu já venho da academia, passo no mercado e, se precisar, pego alguma coisa na farmácia também”, disse.



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