Cuiabá/MT, 31 de maio de 2026.

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Dólar sobe a R$ 5,04, com guerra no Irã e PIB do Brasil; Ibovespa cai ao menor patamar desde janeiro




Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,21% nesta sexta-feira (29), cotado a R$ 5,0424. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,0708. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,73%, aos 173.787 pontos, o menor valor desde 21 de janeiro (171.817 pontos).
Com as idas e vindas do conflito no Oriente Médio, a queda da bolsa em maio passa de 7%.
▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã voltaram a mexer com os mercados financeiros, em meio à expectativa de que um entendimento pode estar próximo.
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Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que se prepara para tomar uma “decisão final” sobre o acordo para ampliar o cessar-fogo por 60 dias e suspender restrições à navegação no Estreito de Ormuz. Os preços do petróleo recuaram. Veja abaixo:
O petróleo Brent, referência internacional, tinha queda de 1,77% perto das 16h, cotado a US$ 92,05 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 1,48% no mesmo horário, negociado a US$ 87,58 por barril.
▶️ Ainda em relação aos EUA, também fica no radar a decisão do Departamento de Estado americano de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e o PCC como organizações terroristas. Como mostrou o g1, a medida tem repercussões para a economia do país.
▶️ Na agenda econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE. Contra o mesmo trimestre de 2025, a alta foi de 1,8%. Os números vieram em linha com o que esperava o mercado financeiro.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,28%;
Acumulado do mês: +1,83%;
Acumulado do ano: -8,13%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -1,37%;
Acumulado do mês: -7,22%;
Acumulado do ano: +7,86%.
À espera do aval de Trump
Os Estados Unidos e o Irã parecem estar perto de chegar a um acordo. Segundo agências de notícias internacionais, os dois países parecem ter chegado a um entendimento para estender o cessar-fogo por 60 dias e dar início às negociações sobre o programa nuclear iraniano. O tratado final, no entanto, ainda depende do aval do presidente americano, Donald Trump.
Mais cedo, em uma publicação no TruthSocial, Trump afirmou que se prepara para tomar uma “decisão final” sobre um possível acordo com o país do Oriente Médio.
“Terei agora uma reunião na ‘Situation Room’ (sala de controle da Casa Branca) para tomar uma decisão final”, escreveu o presidente em sua plataforma, Truth Social.
Na mesma mensagem, Trump explica suas condições imprescindíveis para cessar definitivamente as hostilidades contra o Irã:
“O Estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto, sem pedágio, para tráfego marítimo irrestrito em ambas as direções”, com remoção das minas aquáticas colocadas na região
“O urânio enriquecido, que está enterrado profundamente no subsolo, (…) será desenterrado” pelos EUA em conjunto com o Irã e “destruído”.
O Irã, por sua vez, considera os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um possível acordo com Teerã como “uma mistura de verdade e falsidade”, de acordo com a agência de notícias semioficial iraniana.
Um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos ainda estava nos estágios finais de avaliação no Irã, e nenhuma decisão final havia sido tomada ainda, disseram as fontes ouvidas pela agência.
De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, o Irã não concordou em destruir material nuclear e negam que acordo inclua a reabertura do Estreito de Ormuz sem pedágio.
Mesmo diante do vai e vem de notícias, a percepção de que os dois países caminham para um acordo foi bem recebida pelo mercado e já se refletiu nos preços do petróleo.
O petróleo Brent, referência internacional, tinha queda de 1,77% perto das 16h10, cotado a US$ 92,05 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 1,48% no mesmo horário, negociado a US$ 87,58 por barril.
O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia.
Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos.
Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”.
Mercados globais
Em Wall Street, os índices caminhavam para um dia positivo, enquanto investidores aguardavam uma resolução sobre o acordo entre EUA e Irã.
Perto das 16h10, o Dow Jones avançava 0,60%, e o S&P 500 tinha alta de 0,16%, enquanto o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,10%.
Na Europa, as bolsas fecharam a última sessão de maio sem direção única. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,1%, para 626 pontos, e garantiu o fechamento positivo para a semana.
Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,05%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,16% e o CAC-40, da França, perdeu 0,07%.
Na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,73%, aos 4.068 pontos, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — recuou 0,45%, para 4.892 pontos.
Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,70%, aos 25.182 pontos. Em Tóquio, o Nikkei disparou 2,53%, encerrando o pregão aos 66.329 pontos.
Dólar
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