DA REDAÇÃO – MIDIA NEWS
O ex-governador Júlio Campos (DEM) voltou a criticar a atuação do próprio partido nas eleições municipais deste ano, dessa vez quanto ao desempenho em Cuiabá. Segundo Júlio, na Capital o partido “perdeu o bonde” e acabou ficando sem candidato na majoritária.
Em Cuiabá, o DEM figurou apenas como vice, com o vereador Marcelo Bussiki, na chapa encabeçada por Roberto França (Patriota). Eles terminaram em quarto lugar no pleito.
Na análise de Júlio, a legenda tinha nomes que poderiam ter tido um desempenho melhor caso tivessem sido trabalhados desde o início, como o presidente estadual do partido, Fábio Garcia; o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo; e o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
Segundo o político, o partido – assim como os demais concorrentes – não estavam preparados para o desempenho que o vereador Abílio Júnior (Podemos), principal opositor ao prefeito reeleito Emanuel Pinheiro (MDB), teria na Capital.
“A gente perdeu o bonde da história. […] Na última hora, ficamos sem candidato e apoiamos o Roberto França, indicando vice, uma terceira via. E veio esse fenômeno monstruoso que ninguém esperava, que é o Abílio”, afirmou.
“Ele aproveitou da oposição consistente que ele fazia ao prefeito Emanuel Pinheiro e virou uma bola de neve grande, que derrubou todo mundo”, completou.
Para Júlio, apesar de ter se tratado de uma eleição atípica – de curta duração e no meio de uma pandemia –, o Democratas poderia ter se saído melhor, principalmente por contar com o governador Mauro Mendes no partido.
“O DEM teve uma participação minúscula em Cuiabá. Única coisa que o DEM fez foi eleger uma vereadora, a Michelly Alencar. Poderia ter sido melhor, com a força do governo. A avaliação do governo é muito boa, 75% favorável”, disse.
“O Governo do Estado está com uma avaliação muito boa e poderíamos ter um desempenho bem melhor se tivéssemos um candidato próprio do partido”, concluiu.












