Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025.
Reuters
O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (29) que permanecerá como diretor do banco central dos Estados Unidos após 15 de maio, quando seu mandato se encerra.
“Após o término do meu mandato como presidente, continuarei a atuar como diretor por um período a ser determinado”, afirmou, acrescentando que pretende manter “um perfil discreto” no cargo.
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O anúncio foi feito em coletiva de imprensa após o Fed revelar sua decisão de manter a taxa básica de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
Esta foi a última reunião em que o Fed definiu os juros com Powell à frente da instituição, após oito anos no cargo.
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A expectativa é que o economista Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump, esteja no comando do Fed já na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho.
O nome de Warsh foi aprovado por um comitê do Senado nesta quarta, antes de seguir para votação no plenário.
“Só existe um presidente do conselho do Federal Reserve. Quando Kevin Warsh for confirmado e tomar posse, ele será o presidente”, afirmou Powell, reforçando que a intenção dele não é “interferir” na liderança.
A afirmação tem um contexto: é praxe que presidentes do Fed também deixem o cargo de diretor ao fim do mandato. Neste caso, a decisão de Powell foge ao padrão.
O atual presidente do BC tem mandato na instituição até 2028 e, portanto, pode seguir na diretoria até o término do governo Trump.
Ao longo dos últimos anos, o presidente dos EUA elevou o tom das críticas a Powell, com xingamentos frequentes como “mula”, “cabeça oca” e “estúpido”.
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‘Mula’, ‘cabeça oca’, ‘estúpido’: insultos e pressão por juros baixos marcaram embate Trump x Powell
* Reportagem em atualização
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