Cuiabá/MT, 9 de março de 2026.

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VARIEDADES

Pessoas com posições políticas extremas, em especial jovens, têm sinais mais intensos de depressão

Pessoas com crenças políticas mais extremas têm mais sinais
de depressão, indicou um estudo
da revista Skeptic publicado em julho, com quase três mil participantes
americanos. Entre quatro gerações analisadas, os jovens são os mais afetados.

As faixas etárias analisadas, das mais jovens para as mais
velhas, foram a geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), os millenials (nascidos
entre 1981 e 1996), a geração X (nascidos entre 1965 e 1980) e a geração boomer:
nascidos entre 1946 e 1964, período conhecido como baby boom por causa
de um pico histórico no número de filhos. Por meio de entrevistas, os
participantes, com representação de sexo e raça proporcional à população
americana, foram classificados politicamente nas posições “muito progressista”,
“progressista”, “de centro”, “conservador” e “muito conservador”.

Juntando as posições políticas extremas, o índice médio de depressão da geração Z e dos millenials ficou acima do limiar para a depressão moderada (mais de 14 pontos na escala), mas não nas duas gerações mais velhas. Esse índice foi calculado com base em sete perguntas a respeito da frequência com que os participantes sentem sintomas associados à depressão. A posição política foi autodeclarada. Confira no gráfico abaixo o resultado principal.

“Cinismo” a respeito de problemas sociais

Os 2938 participantes também responderam em que medida
concordam com duas frases  afirmando que mulheres
ou minorias raciais dos Estados Unidos “não têm esperança de sucesso” por causa
do preconceito sexista ou racista. Como era de se esperar, os progressistas concordaram
com mais intensidade com essas frases, especialmente a respeito da falta de
esperança para as minorias raciais. Entre os muito progressistas, 59%
concordaram que o racismo é insuperável no país, mais que o dobro dos 27% dos muito
conservadores que concordaram.

Entre os mais moderados ou centristas, a posição mais
esperançosa para as mulheres e minorias raciais foi a dos conservadores:
81% e 77% deles, respectivamente a cada assunto, não concordaram com as frases
pessimistas.

Entre os que “concordaram muito” que as minorias raciais não
têm esperança de serem bem-sucedidas, o índice médio de depressão ficou no
limiar inferior da depressão severa. O pessimismo quanto ao sucesso das
mulheres na mesma intensidade ultrapassou esse limiar. A média de índice de
depressão para todas as posições de concordância (“concordo um pouco” e
“concordo muito”) está dentro dos valores esperados para depressão moderada.

Não está claro se é o extremismo político que causa a
depressão, ou vice-versa. Em um estudo
de dois psicólogos holandeses publicado em 2019 na revista Current
Directions in Psychological Science
, uma publicação da Associação pela
Ciência Psicológica (APS, fundada em 1988), os autores concluíram que o
estresse psicológico “estimula a adoção de uma posição ideológica extrema”.
Eles explicam que posições extremas são caracterizadas por uma percepção
simplista do mundo social, que o reduz a dicotomias como opressor e oprimido.

“Por causa de tal simplicidade, os extremistas políticos ficam excessivamente confiantes em seus julgamentos”, explicaram os cientistas, “e menos tolerantes a grupos ou opiniões diferentes, quando comparados aos moderados políticos”. Essa postura tem consequências disruptivas para a vida social e saúde mental dos extremistas.

noticia por : Gazeta do Povo

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