Cuiabá/MT, 19 de junho de 2026.

Search

VARIEDADES

O que é o PicPay, banco digital alvo de operação por descontos indevidos a servidores do DF




O logotipo do banco digital brasileiro PicPay é exibido no prédio da Nasdaq após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026.
Reuters
O PicPay foi alvo de uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (19) pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal (DF).
Fundada como uma fintech em Vitória (ES), em 2012, a empresa recebeu licença do Banco Central (BC) para atuar como instituição financeira em 2022 e abriu capital no início de 2026, na primeira oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma companhia brasileira em cinco anos. (veja mais detalhes abaixo)
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Segundo a investigação, o banco digital teria feito descontos indevidos no contracheque dos servidores por meio do serviço de adiantamento salarial. O caso também entrou na mira da CPMI do INSS após informações indicarem que o escritório que leva o nome do governador Ibaneis Rocha recebeu R$ 1 milhão do grupo J&F Participações, controlador do PicPay. Entenda mais aqui.
Agora no g1
O presidente-executivo da companhia, Eduardo Chedid Simões, é um dos alvos da operação. Ele foi citado entre os gestores de instituições financeiras investigadas por atuação no ecossistema de crédito consignado e descontos indevidos no INSS. Na CPMI dos Descontos Indevidos do INSS, ele foi indiciado.
Procurado, o PicPay afirmou que “não houve qualquer irregularidade ou cobrança indevida na oferta do produto e segue colaborando plenamente com as autoridades competentes.”
O BRB informou que não “reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas” e que “rejeita a alegação de cobrança indevida” (veja íntegras das notas abaixo).
Veja a nota do PicPay na íntegra
“A Antecipação Salarial é um benefício gratuito, oferecido diretamente no aplicativo, sem intermediários e sem cobrança de juros. O usuário antecipa parte do salário referente aos dias já trabalhados no mês e recebe o valor imediatamente em um cartão de uso pessoal gratuito, protegido por biometria facial.
Na modalidade gratuita, o valor é disponibilizado no cartão. Caso o usuário opte por receber o recurso diretamente em conta corrente, a antecipação deixa de ser gratuita e passa a contar com uma taxa operacional, apresentada de forma clara antes da confirmação da transação. No dia do pagamento, o valor antecipado é compensado automaticamente, sem acesso do PicPay à folha de pagamento.
A solução não é crédito consignado nem empréstimo e está estruturada em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor e com as normas do Banco Central. O PicPay reafirma que não houve qualquer irregularidade ou cobrança indevida na oferta do produto e segue colaborando plenamente com as autoridades competentes.”
O diz o BRB
“O BRB informa que não tem contrato com a PicPay no contexto da operação realizada na manhã de hoje (19).
O Banco não exerce ingerência sobre a contratação, as condições financeiras e o relacionamento entre servidor e a PicPay, a instituição de pagamento responsável pela oferta dos serviços.
Quanto aos empréstimos consignados firmados diretamente com o Banco, o BRB observa rigorosamente as margens e os limites estabelecidos pela legislação.
A instituição esclarece que a BRB Serviços, empresa que integra o Conglomerado BRB, não participa do fluxo de lançamento das consignações em relação a PicPay, conforme Decreto n.º 46.103/2024.
Importante destacar, ainda, que os fatos sob investigação não dizem respeito à atual administração do BRB.
Por fim, o BRB reforça seu compromisso com a integridade, a conformidade e a transparência, e colabora integralmente com as autoridades competentes.”
LEIA MAIS
Operação faz buscas contra BRB, Secretaria de Economia do DF e PicPay
Quem são os investigados por supostos descontos irregulares na folha de pagamento do GDF
Veja a história do PicPay
O PicPay foi fundada como uma fintech — empresa de tecnologia que oferece serviços financeiros — em 2012 por um grupo de empreendedores.
Em 2015, a empresa foi adquirida pelo Banco Original e, em 2017, tornou-se independente sob controle direto do grupo J&F — holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
A empresa conseguiu licença do Banco Central para operar como instituição de pagamento em 2020 e autorização para atuar como instituição financeira em 2022.
A companhia também adquiriu o Guiabolso, em 2021, e a BX Blue, fintech especializada em empréstimos consignados para servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, em 2023.
Em 2026, o banco digital fez seu IPO na Nasdaq, bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, e levantou cerca de US$ 434,3 milhões (R$ 2,2 bilhões) com a oferta de 22,9 milhões de ações.
O PicPay tinha, ao final do primeiro trimestre deste ano, mais de 68,6 milhões de clientes. No período, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 169,4 milhões, alta de 92% em comparação aos primeiros três meses de 2025.



Source link

Facebook
WhatsApp
Email
Print
Visitas: Hoje: Total: 2

COMENTÁRIOS

Todos os comentários são de responsabilidade dos seus autores e não representam a opinião deste site.