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Justiça dos EUA encerra investigação sobre Jerome Powell, presidente do Fed




Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025.
Reuters
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos decidiu encerrar a investigação sobre os custos das reformas na sede do Federal Reserve (Fed), sob a gestão de Jerome Powell.
A decisão, anunciada nesta sexta-feira (24) pela procuradora federal Jeanine Pirro, remove um dos principais entraves à confirmação de Kevin Warsh para o comando do banco central.
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“O Inspetor-Geral tem autoridade para responsabilizar o Federal Reserve perante os contribuintes americanos”, afirmou Pirro em publicação nas redes sociais. “Espero um relatório abrangente em breve e estou confiante de que o resultado ajudará a resolver, de uma vez por todas, as questões que levaram este gabinete a emitir intimações.”
De acordo com a procuradora, o caso será agora encaminhado ao Escritório do Inspetor-Geral do Fed, órgão responsável pela fiscalização interna da instituição, que ficará encarregado de analisar eventuais irregularidades nos custos da obra.
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A investigação criminal contra Powell havia atrasado o avanço da indicação de Warsh no Senado.
O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, chegou a prometer bloquear todas as nomeações para o Fed enquanto o inquérito não fosse encerrado, classificando-o como infundado.
Powell foi investigado por suspeita de mentir ao Congresso sobre os custos e características da reforma da sede do Fed — especialmente após o projeto ficar mais caro do que o previsto —, embora nenhuma acusação formal tenha sido apresentada.
A reforma, estimada em cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões), teve aumento relevante de custos, o que levou procuradores a analisarem documentos, contratos e a condução do projeto.
Powell nega irregularidades e afirma que a investigação é uma “ameaça” ligada à pressão política sobre os juros. A Casa Branca e Donald Trump também negam envolvimento.
Investigação acirrou disputa entre Powell e Trump
A investigação do Departamento de Justiça americano é um dos episódios dos sucessivos embates entre o presidente dos EUA e o presidente do banco central americano em torno da política de juros.
Trump defende cortes mais rápidos nos juros para estimular a economia, enquanto Powell tem adotado uma postura cautelosa, mantendo as taxas elevadas para conter a inflação.
Nos últimos meses, as críticas do presidente ao chefe do banco central se intensificaram, saindo do campo técnico e avançando para ataques diretos.
Em março, Trump afirmou que o banco central estaria “muito melhor” se reduzisse as taxas, e voltou a defender cortes em abril, ao anunciar novas tarifas de importação.
Em julho, após a manutenção dos juros, ele intensificou o tom e chegou a chamar o presidente do Fed de “estúpido” e “cabeça oca”, dizendo que a política monetária estava prejudicando a população.
Paralelamente, o governo apoiou a abertura da investigação sobre os gastos na reforma da sede do Fed — movimento que Powell classificou como uma forma de pressão política e uma ameaça à independência da instituição.
O caso também enfrentou obstáculos judiciais. Um juiz federal chegou a barrar intimações contra o conselho do Fed, apontando que elas tinham como objetivo pressionar Powell a reduzir os juros ou deixar o cargo.
Além disso, Trump tentou ampliar sua influência dentro da autoridade monetária ao mirar outros integrantes. Um dos episódios mais relevantes foi a tentativa de destituir a diretora Lisa Cook, sob acusação de fraude hipotecária.
A medida foi bloqueada pela Justiça e acabou levada à Suprema Corte, em um processo que pode redefinir os limites de interferência do Executivo no banco central.
Ao mesmo tempo, o presidente avançou na estratégia de remodelar a cúpula do Fed com nomes alinhados à sua visão econômica. Em janeiro, anunciou a indicação de Kevin Warsh para presidir a instituição — escolha vista como parte de um esforço para influenciar a condução da política de juros.
Na semana passada, a pressão atingiu o ápice com ameaças públicas de Trump de demitir Powell caso ele não deixe o cargo após a eventual confirmação de seu indicado.
Trump também disse acreditar que as taxas de juros poderão cair quando Warsh assumir o cargo.



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