Cuiabá/MT, 10 de julho de 2026.

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VARIEDADES

Entidades do setor produtivo do Brasil e dos EUA propõem nova rodada de negociação para evitar tarifaço



A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e a U.S. Chamber of Commerce divulgaram nesta quinta-feira (9) uma nota conjunta em que pedem uma nova rodada de negociação para evitar a aplicação de tarifas ao produtos brasileiros.
Os Estados Unidos acusam o Brasil de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com o país e propõem uma tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros.
O prazo para a tomada de decisão do governo americano termina em 15 de julho.
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Reuniões e audiências públicas

As equipes do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) têm mantido conversas técnicas com representantes do governo de Dolnald Trump.
O ministro Márcio Elias Rosa, do Mdic, chegou a ter encontro virtual com o representante do escritório comercial da Casa Branca, Jamieson Greer. Segundo ele, a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é que o governo “nunca” abandone a mesa de negociação.
Em paralelo, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) promoveu audiências públicas para que empresas, associações, governos e outras partes interessadas apresentem seus argumentos.
O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, pediu para participar e, em discurso, fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a Lula.
🔎 O USTR é o órgão é responsável por formular a política comercial dos Estados Unidos. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.
Resultados práticos e cooperação econômica
As entidades dizem que esperam que as tratativas já em andamento levem a “resultados práticos e relevantes que reforcem a previsibilidade”, sugerem, entretanto, uma “abordagem incremental, estruturada em duas etapas”.
“Ao avançar, em um primeiro momento, as questões comerciais mais imediatas e, em seguida, ampliar a agenda para abarcar oportunidades estratégicas de longo prazo, ambos os governos poderão fortalecer a confiança, aumentar a competitividade e estabelecer bases mais sólidas para uma cooperação econômica duradoura”, diz a declaração conjunta.
As organizações defendem que, no curto prazo, os governos dos dois países deveriam concentrar esforços para:
• ampliar o acesso a mercados para produtos voltados à segurança energética, ao desenvolvimento de data centers e à infraestrutura de inteligência artificial;
• aprofundar a cooperação regulatória para facilitar o acesso a mercados nos setores automotivo, farmacêutico, de saúde animal e de dispositivos médicos;
• acelerar o exame de patentes e reduzir o estoque de pedidos de patente no Brasil, especialmente nos setores de saúde e biofarmacêutico, bem como fortalecer o combate à pirataria;
• avançar em uma cooperação sobre minerais críticos sobre mapeamento geológico conjunto.
Em um segundo momento, CNI, Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce sugerem incluir outras áreas de interesse dos países, tais como economia digital, descarbonização industrial e transportes.
“O avanço desses temas por meio da negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar efeitos indesejados para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países”, acrescenta a nota.



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