Cuiabá/MT, 6 de março de 2026.

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Dólar sobe e fecha a R$ 5,13, de olho nas negociações entre EUA e Irã; Ibovespa recua




Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em alta de 0,28% nesta quinta-feira (26), cotado a R$ 5,1389. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,13%, aos 191.005 pontos.
O dia foi marcado pela cautela dos investidores diante das tensões nas negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano.
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▶️ O presidente Donald Trump pode decidir em breve sobre um eventual ataque militar ao Irã após reunião entre autoridades dos dois países nesta quinta-feira. A possibilidade mantém os investidores atentos ao noticiário geopolítico.
Diante das incertezas, o petróleo tipo Brent avançou 0,55%, a US$ 71,08 por barril. O WTI, por sua vez, recuou 0,20%, a US$ 65,29.
▶️ Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego somaram 212 mil na semana encerrada em 21 de fevereiro, alta de 4 mil frente ao período anterior. O número ficou abaixo da expectativa de 215 mil e indica estabilidade no mercado de trabalho.
▶️ No Brasil, os investidores acompanharam principalmente o cenário externo e também reagiram à pesquisa da AtlasIntel, que apontou o presidente Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno.
🔎 Parte do mercado interpreta o resultado como um sinal de possível mudança no comando do país em 2026. Para alguns analistas, uma eventual troca de governo poderia abrir caminho para medidas mais firmes no controle das contas públicas.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,71%;
Acumulado do mês: -2,07%;
Acumulado do ano: -6,37%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,25%;
Acumulado do mês: +5,32%;
Acumulado do ano: +18,54%.
Tensão entre EUA e Irã
Agentes do mercado financeiro já consideram a possibilidade de um ataque dos EUA ao Irã. Segundo a mídia internacional, Trump deve decidir sobre a ação com base no resultado de uma reunião em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira.
Essa será a terceira reunião em menos de um mês para tentar fechar um acordo que restrinja ou encerre o programa nuclear iraniano.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ver chances de um resultado positivo no encontro, e o ministro de Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que um acordo é possível se a diplomacia for priorizada.
Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio disse na quarta-feira (25) que espera uma reunião produtiva, mas afirmou que o governo iraniano enfrentará “um grande problema” se resistir a discutir os limites dos mísseis.
Especialistas consultados pelo g1 afirmam que o aumento das tensões entre os dois países pode fortalecer o dólar, elevar os preços do petróleo e provocar perdas nas bolsas de valores.
Em momentos de instabilidade geopolítica, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar, e se afastar de aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa.
🔎 O dólar é uma das moedas mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade. Por isso, em períodos de tensão, muitos investidores deixam investimentos mais arriscados e migram para o dólar.
Outro fator que pode valorizar a moeda americana é a possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
Um ataque ou bloqueio nessa região afetaria o funcionamento do mercado. O Irã é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o que também pode influenciar os preços.
Mesmo assim, os especialistas consultados apontam que o mercado não espera uma guerra prolongada ou de grande escala entre os países. O excesso de oferta de petróleo e as restrições às vendas do próprio Irã são fatores que podem limitar a alta dos preços no curto prazo.
Com a redução da disposição dos investidores em apostar em ativos mais arriscados durante momentos de tensão geopolítica, as bolsas de valores ao redor do mundo também podem sofrer quedas.
Dependendo da duração do conflito, podem surgir oscilações mais intensas nos mercados e mudanças nas projeções de lucros de setores como petróleo e gás.
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Agenda econômica
Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA
O número de americanos que pediram auxílio-desemprego pela primeira vez teve leve alta na semana passada, enquanto a taxa de desemprego deu sinais de estabilidade em fevereiro, em um cenário de mercado de trabalho sem grandes mudanças.
Segundo o Departamento do Trabalho, os novos pedidos somaram 212 mil na semana encerrada em 21 de fevereiro, aumento de 4 mil em relação ao período anterior. O resultado ficou próximo do esperado por analistas, que projetavam 215 mil solicitações.
Os dados incluem o feriado do Dia dos Presidentes, o que pode ter influenciado os números.
Ainda assim, o volume de pedidos indica que o mercado de trabalho segue estável, após uma desaceleração registrada no ano passado em meio às incertezas sobre tarifas de importação anunciadas pelo presidente Donald Trump.
Mercados globais
Os mercados em Wall Street fecharam sem um rumo definido nesta quinta-feira. Mesmo após resultados financeiros fortes da Nvidia, que ajudaram a reduzir parte das preocupações sobre o avanço da inteligência artificial, os investidores preferiram agir com cautela.
Em geral, o mercado segue avaliando como essas inovações podem afetar empresas já consolidadas, mantendo o setor de tecnologia no centro das atenções. Nesse contexto, as ações da fabricante de chips caíram 5,47% nesta quinta.
O índice Dow Jones avançou 0,04%, para 49.499,51 pontos. Já o S&P 500 caiu 0,54%, a 6.908,89 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 1,18%, para 22.878,38 pontos, pressionado pelo desempenho mais fraco das empresas de tecnologia.
As principais bolsas da Europa terminaram o dia em alta nesta quinta-feira, puxadas por bons resultados de empresas e por números positivos da economia.
Mesmo assim, os investidores seguiram atentos e cautelosos com os possíveis impactos da inteligência artificial sobre os negócios e o mercado.
O índice pan-europeu Stoxx 600 ficou próximo da estabilidade, caindo 0,03%, aos 633,28 pontos, após renovar recorde na véspera.
Na mesma direção, o FTSE 100 de Londres subiu 0,43%, aos 10.852,58 pontos, enquanto o DAX de Frankfurt avançou 0,46%, aos 25.292,59 pontos, e o CAC 40 de Paris teve alta de 0,72%, aos 8.620,93 pontos.
Já as bolsas asiáticas tiveram resultados variados nesta quinta-feira.
Na China, os mercados interromperam dois dias de ganhos após o feriado do Ano Novo Lunar, com investidores preferindo esperar antes de fazer grandes movimentações devido à importante reunião parlamentar marcada para a próxima semana.
Nos fechamentos, o índice de Xangai caiu 0,02%, enquanto o CSI300 recuou 0,19%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda mais forte, de 1,44%.
Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,29%, chegando a 58.753 pontos. Em Seul, o KOSPI avançou 3,67%, para 6.307 pontos. Em Taiwan, o TAIEX permaneceu estável, aos 35.414 pontos.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP



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