Cuiabá/MT, 7 de agosto de 2026.

Search

VARIEDADES

Dólar cai e fecha a R$ 5,08 após dados mais fracos de emprego nos EUA; Ibovespa tem forte queda




Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou em queda de 0,46% nesta sexta-feira (7), cotado a R$ 5,0835. O Ibovespa, por sua vez, recuou 1,73%, aos 172.513 pontos. Com isso, o principal índice da bolsa brasileira encerrou semana com queda de 3,08%.
O principal destaque da sessão desta sexta foi a divulgação de novos dados de emprego nos Estados Unidos. Com o mercado de trabalho menos aquecido, aumentou a expectativa de que o Federal Reserve (Fed), o banco central do país, não eleve suas taxas de juros. Esse cenário tende a reduzir a atratividade do dólar e beneficia o real ante a moeda americana.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ O payroll, principal relatório de emprego americano, indicou que a economia do país registrou uma perda inesperada de vagas fora do setor agrícola em julho, com o corte de 23 mil postos de trabalho.
▶️ Enquanto isso, o recuo do Ibovespa aconteceu na esteira da forte queda nas ações da Petrobras. Apesar de a petroleira ter anunciado, na quinta-feira, um lucro 98% maior no segundo trimestre, investidores se frustraram com a notícia de que a estatal não deverá distribuir dividendos extras.
▶️ A queda nas ações da Vale e de grandes bancos, como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, também pesou negativamente para o Ibovespa.
▶️ As perdas do índice na semana contrastam com o tom mais duro do Banco Central do Brasil (BC), que indicou que deverá manter os juros em patamares elevados por mais tempo, apesar do corte de 0,25 ponto percentual na reunião da última quarta-feira (5).
🔎 Uma taxa Selic ainda elevada mantém a renda fixa atrativa, oferecendo bons retornos com menos risco que a bolsa.
▶️ Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, explica que os juros em patamares elevados também criam “um ambiente mais desafiador para as ações de empresas ligadas ao consumo interno”, o que pesa sobre o Ibovespa.
▶️ Nesta sexta, o conflito no Oriente Médio também seguiu no radar. Apesar das recentes indicações de avanço nas negociações entre EUA e Irã, a possibilidade de o Parlamento iraniano proibir a entrada de embarcações americanas, israelenses e de outros países considerados hostis voltou a gerar preocupações sobre o Estreito de Ormuz, importante rota marítima da região.
Apesar disso, o barril do Brent, referência internacional, recuava 0,41% por volta das 17h, cotado a US$ 82,15. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, tinha alta de 0,34%, a US$ 77,03 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,27%;
Acumulado do mês: +0,27%;
Acumulado do ano: -7,38%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: 0%;
Acumulado da semana: -3,08%;
Acumulado do mês: -3,08%;
Acumulado do ano: +7,07%.
Conflito no Oriente Médio
Apesar das indicações recentes de que os EUA e o Irã caminham para um acordo nos próximos dias, notícias circularam pelo mercado afirmando que o parlamento iraniano estuda um plano para impedir que embarcações americanas, israelenses e de outros países considerados hostis, passem pelo Estreito de Ormuz.
O canal é uma das mais importantes via marítima da região, por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.
A indicação aumenta a percepção de que a reabertura total do Estreito deve ser adiada e aumenta as preocupações com a oferta global de petróleo e uma eventual crise de energia.
Segundo a Reuters informou nesta semana, o Irã quer ter “controle total” sobre o tráfego de entrada de navios comerciais no Estreito de Ormuz e poder para intervir quando julgar necessário. Os EUA não haviam se pronunciado publicamente sobre o plano iraniano.
Bolsas globais
Nos EUA, os sinais de que o Fed pode manter os juros inalterados na próxima reunião, em vez de aumentá-los, contribuíram para a alta dos índices de Wall Street.
O Dow Jones subiu 0,28%, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,62%, aos 7.757,46 pontos, atingindo fechamento recorde. O Nasdaq Composite, por sua vez, avançou 1,30%.
A percepção sobre os juros dos EUA também ajudou a impulsionar as bolsas europeias. O bom desempenho também foi puxado por papéis de tecnologia e balanços corporativos. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,3% aos 660,25 pontos.
Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve alta de 0,69% e o CAC-40, da França, subiu 0,17%. O FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,31%.
Na Ásia, as ações da China fecharam em alta nesta sexta-feira, à medida que dados comerciais melhores do que o esperado na região ajudaram a recuperar o otimismo do mercado.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,5% e o Nikkei, do Japão, perdeu 0,12%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,6%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.



Source link

Facebook
WhatsApp
Email
Print
Visitas: Hoje: Total: 2

COMENTÁRIOS

Todos os comentários são de responsabilidade dos seus autores e não representam a opinião deste site.