Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (29) em alta de 0,09%, cotado a R$ 4,9862. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os investidores acompanham um dia marcado por tensões geopolíticas e decisões de política monetária. Enquanto o impasse entre Estados Unidos e Irã mantém o Oriente Médio no centro das atenções, os mercados também aguardam as definições de juros nos EUA e no Brasil.
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▶️ O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã em uma publicação nas redes sociais, na qual afirmou que “chega de bancar o bonzinho” e compartilhou uma montagem em que aparece segurando um fuzil, com explosões ao fundo.
▶️ Mais cedo, o Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel. A retomada do trânsito dependerá ainda do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã.
Por volta das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, marcava alta de 3,01%, cotado a US$ 114,61. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 3,23% no mesmo horário, a US$ 103,16.
▶️ Apesar do foco no Oriente Médio, o principal evento econômico do dia são as decisões de juros nos EUA e no Brasil. Nos EUA, o Federal Reserve divulga sua decisão às 15h, seguida pela coletiva do presidente Jerome Powell, às 15h30. As projeções são de que os juros sejam mantidos entre 3,50% e 3,75%.
▶️ No Brasil, a expectativa é que o Banco Central do Brasil mantenha o ciclo de aperto monetário e reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5%.
▶️ Ainda na agenda nacional, o Ministério do Trabalho divulga às 14h30 os dados do Caged, que foram antecipados para esta quarta-feira. A publicação estava inicialmente prevista para quinta-feira (30).
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,32%;
Acumulado do mês: -3,80%;
Acumulado do ano: -9,24%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -1,11%;
Acumulado do mês: +0,62%;
Acumulado do ano: +17,06%.
Novas ameaças
O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã publicamente, demonstrando insatisfação com as propostas apresentadas nas negociações e indicando a possibilidade de novos ataques militares.
As conversas para encerrar o conflito seguem travadas, sem avanço concreto. Ao mesmo tempo, os EUA avaliam diferentes estratégias, incluindo declarar vitória e reduzir sua presença militar na região.
Do lado iraniano, o país afirma que a guerra não acabou e que responderá com mais intensidade caso seja atacado novamente. Durante o cessar-fogo, Teerã tem aproveitado para reorganizar sua capacidade militar, incluindo a recuperação de equipamentos e a produção de drones.
Outro ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O Irã mantém restrições à passagem de navios e condiciona a reabertura total ao fim definitivo da guerra e a garantias de segurança.
🛢️ A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos.
⏳ A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta.
Dólar
Heloise Hamada/G1
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