Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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Lousa escolar da Era Vitoriana é encontrada com anotações de alunos


Arqueólogos britânicos encontraram artefatos utilizados por crianças em escolas da Era Vitoriana. Entre os itens estão: bolinhas de gude, um lápis e até um fragmento de tábua de ardósia, provavelmente utilizada como lousa escolar à época. O mais curioso é que o pedaço do quadro ainda continha anotações dos alunos.

O achado ocorreu durante as preparações para a construção de um novo empreendimento imobiliário em Londres, na Inglaterra. A análise dos objetos foi feita pelo Museu de Arqueologia de Londres (Mola) e divulgada em comunicado em 12 de janeiro.

“Não costumamos encontrar objetos arqueológicos que possamos ligar diretamente a crianças, mas aqui ficamos encantados por achar evidências tanto de atividades escolares quanto de brincadeiras”, afirma o Mola em comunicado.

Além dos objetos relacionados às crianças, também foram encontrados restos de uma capela, casas e outros edifícios. Os artefatos são datados da ocupação romana em Londres (do século 1 ao 5) até a Era Vitoriana (1837 a 1901).

Os arqueólogos ainda não conseguiram desvendar a idade exata dos objetos e nem o que significam as escritas encontradas na lousa.

Hipóteses sobre o uso da lousa e as bolinhas de gude

A descoberta dos objetos evidenciou aos pesquisadores como eram alguns dos hábitos escolares antigos. Por exemplo, as bolinhas de gude foram achadas em ralo coberto e revestido de tijolos, sugerindo que foram perdidas durante brincadeiras realizadas no intervalo. Elas eram esferas lisas e algumas tinham desenhos coloridos em volta.

Imagem colorida mostras as bolinhas de gude encontradas em escola antiga na Inglaterra - Metrópoles
Imagem mostra os detalhes das bolinhas de gude

Já o fragmento da lousa ainda tinha rabiscos feitos pelas crianças. De acordo com o Mola, os alunos utilizavam giz ou lápis para fazer anotações no quadro-negro e praticar caligrafia, assim como era há pouco tempo atrás nas escolas.

A história por trás do local em Londres

No passado, o  local onde será construído um novo empreendimento imobiliário era um colégio público para crianças carentes e também funcionava como moradia para idosos pobres da capital inglesa. O lugar foi construído em 1536 pelo xerife de Londres à época, Nicholas Gibson. Após sua morte, ele foi mantido em funcionamento através da viúva de Gibson, Avice Knyvet.

Inicialmente, apenas idosas e viúvas moravam nos abrigos mas, em 1720, homens passaram a viver nos lares também. Cada morador tinha direito a um quarto, porão e um pequeno jardim.

Agora, o local será transformado em um novo centro industrial. Ao mesmo tempo, os arqueólogos seguirão investigando os fragmentos encontrados para descobrir com precisão a idade deles e outros detalhes relevantes.

“Atualmente, estamos explorando mais os artefatos como parte do nosso trabalho pós-escavação no local. Esperamos poder compartilhar mais informações em breve”, diz o arqueólogo sênior da Mola, Alex Blanks, em entrevista à Fox News Digital.



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