Durante investigações no município de Cedeño, na Venezuela, pesquisadores encontraram petróglifos, um tipo de arte rupestre esculpida por populações pré-históricas em pedras. Estima-se que o exemplar tenha entre 4 mil e 8 mil anos e seja um dos mais antigos da parte leste do país.
A arte foi encontrada na comunidade Quebrada Seca, em uma região a 647 metros acima do nível do mar. De acordo com o portal venezuelano Últimas Notícias, Cedeño é conhecida como a capital dos petróglifos, especialmente devido ao legado dos povos Chaima e Kariña, duas etnias indígenas locais.
Na pedra, é possível ver gravuras em formato espiral, círculos concêntricos e representações artísticas humanoides. Segundo uma comissão do Instituto Nacional da Terra, responsável pelo achado, todas as escritas estão ligadas com a visão de mundo dos povos indígenas.
“É fascinante parar e observar o legado de nossos ancestrais e compreender que fazemos parte de uma cultura antiga que ainda tem muito a nos dizer. Nossas raízes são nosso maior tesouro”, afirmou o prefeito da cidade, Daniel Monteverde, em comunicado divulgado nas redes sociais.
A arte também representa a conexão entre o Sol, os ciclos da água e os ancestrais dos povos antigos. Análises posteriores da pedra mostraram que as gravuras possuem 1,24 cm de profundidade e 1,71 cm de largura.
Com o achado, órgãos de patrimônio cultural afirmaram que pretendem continuar a dar suporte para o estudo científico e a datação exata das figuras. Além disso, o Ministério do Poder Popular para o Turismo da Venezuela (Mintur, na sigla em espanhol) iniciou protocolos para proteger a região, já que podem existir mais exemplares parecidos por lá.












