Mark Zuckerberg durante o Meta Connect em setembro de 2025
REUTERS/Carlos Barria
A Meta lançou na quarta-feira (5) o Muse Code, uma inteligência artificial capaz de escrever código de software de forma autônoma. Com isso, a empresa entra no segmento mais lucrativo do competitivo mercado de IA generativa.
A programação assistida por IA tornou-se a principal fonte de receitas do setor, superando os chatbots, como ChatGPT e Gemini.
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Segundo a Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, o software é capaz de planejar a execução de um projeto, dividi-lo em tarefas, escrever programas e verificar os resultados.
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O sistema também pode delegar tarefas a outros “subagentes”, afirmou o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, em publicação na rede social Threads.
A Microsoft foi pioneira nesse segmento com o GitHub Copilot, antes da chegada dos chamados “agentes”, sistemas capazes de executar simultaneamente diversas tarefas complexas.
Entre eles estão o Claude Code, da Anthropic, o Codex, da OpenAI, e o Cursor, cuja aquisição pela SpaceX, de Elon Musk, está perto de ser concluída.
O Muse Code, atualmente em versão beta, é cobrado por uso, e não por assinatura, com preços inferiores aos dos concorrentes, como parte de uma estratégia deliberada para ganhar espaço no mercado.
A gigante das redes sociais, cujas receitas dependem quase integralmente da publicidade, busca monetizar diretamente seus modelos de IA, sob pressão de investidores preocupados com o tamanho de seus gastos.
Em meados de 2025, Zuckerberg desembolsou mais de US$ 14 bilhões para adquirir uma participação de 49% na Scale AI. Ele nomeou o então diretor-executivo da empresa, Alexandr Wang, para comandar o Meta Superintelligence Labs, onde também recrutou executivos da OpenAI, Anthropic e Google.
Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook.
Tony Avelar/AP
Um incidente de segurança envolvendo uma versão anterior do modelo da Meta, o Muse Spark 1.1, foi revelado na quarta-feira pelo site especializado em tecnologia The Information.
Durante um teste de cibersegurança realizado pela empresa Irregular, o Muse Spark obteve acesso aos sistemas de uma empresa que não teve o nome divulgado.
Segundo um porta-voz da Meta, o incidente, cuja data não foi informada, foi provocado por “um erro na configuração” da Irregular. Ele também afirmou que a empresa pretende publicar um relatório detalhado da investigação.
Dois incidentes semelhantes ocorreram nas últimas semanas durante testes parecidos na OpenAI e na Anthropic. Segundo o texto, os modelos dessas empresas se aproveitaram de ambientes mal isolados para acessar, sem autorização, sistemas reais.
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