Cuiabá/MT, 2 de setembro de 2026.

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TECNOLOGIA

Celulares chineses com câmeras de elite e preço de até 20 mil, Jovi e Oppo valem a pena? g1 testou




Jovi X300 Ultra (à esquerda) e Oppo Find X9 Pro (à direita)
Henrique Martin/g1
As fabricantes chinesas Jovi e Oppo lançaram recentemente seus primeiros celulares premium: o X300 Ultra e o Find X9 Pro, que estão entre as melhores câmeras portáteis disponíveis em 2026.
📸 Só que, para garantir o “pedigree” de marcas famosas da fotografia presentes nos aparelhos — Zeiss, no Jovi, e Hasselblad, no Oppo —, o consumidor precisa fazer um alto investimento.
🤑 O modelo da Oppo é mais “econômico” na comparação e pode ser encontrado na faixa de R$ 11,5 mil.
💰 Já o da Jovi sai por R$ 20 mil, um dos mais caros à venda, mas vem em um kit luxuoso com acessórios que incluem lentes adicionais, capa e um suporte com bateria extra.
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Além das câmeras, ambos apresentam desempenho excepcional de última geração e baterias que duram muito tempo longe da tomada. Ambos rodam Android 16, uma das versões mais recentes do sistema do Google.
O Guia de Compras testou os dois aparelhos nas últimas semanas e mostra os resultados a seguir. Os celulares foram enviados por empréstimo e serão devolvidos aos fabricantes.
Jovi X300 Ultra
O Jovi X300 Ultra é um aparelho para poucos, não só pelo preço.
É um celular voltado a um público de nicho – interessado em fotografia quase profissional em um aparelho que cabe (apertado) no bolso.
Se comparar apenas nas configurações técnicas, ele concorre com o Oppo Find X9 Pro, mas também com iPhone 17 Pro, Galaxy S26 Ultra e Motorola Signature.
Detalhe da câmera traseira do Jovi X300 Ultra
Henrique Martin/g1
A única diferença mesmo é que os concorrentes não têm um kit tão completo como o da Jovi disponível no mercado brasileiro. A caixa vem com:
Dois extensores de telefoto, um de 200 mm (equivalente a zoom óptico de 2,35x), e um de 400 mm (4,7x). É como se fosse uma versão miniatura das lentes usadas nas câmeras profissionais.
Uma capa protetora de alumínio com suporte para encaixar as lentes ou filtros.
Uma empunhadura com disparador, que ainda tem uma bateria extra (2.300 mAh) para alimentar o telefone.
Alça de transporte, anéis para o encaixe de filtros e suporte para tripé nas lentes.
Carregador com fios de 100W
Jovi X300 Ultra e todos seus acessórios
Divulgação
O Jovi X300 Ultra é um modelo parrudo de smartphone e é bastante pesado (237 g) sem os acessórios, um pouco a mais que o Find X9 Pro (224 g).
As opções de cores são “preto volcano” e “verde sálvia”.
Oppo Find X9 Pro
A fabricante chinesa Oppo oferece, no exterior, um kit com acessórios da Hasselblad para o Find X9 Pro. A companhia optou por não vender esse pacote extra no Brasil.
Segundo a Oppo, a ausência dos extras tem a ver com a “estratégia de portfólio” para o país e “que a empresa está priorizando produtos e acessórios que estejam mais alinhados ao perfil e às necessidades dos consumidores locais”.
Dito isso, nada de kit para quem comprar o Find X9 Pro por aqui. Em sites de importação da China, é possível encontrar o item na faixa dos R$ 1.600, sem contar os impostos.
Por conta disso, na parte de câmeras, foram comparadas somente as lentes principais dos aparelhos, desconsiderando os acessórios do X300 Ultra (clique aqui para ler mais sobre eles).
O Oppo Find X9 Pro está disponível nas cores branco e “titânio grafite”.
Detalhe da câmera traseira do Oppo Find X9 Pro
Henrique Martin/g1
Desempenho
Jovi X300 Ultra (à esquerda) e Oppo Find X9 Pro (à direita)
Henrique Martin/g1
O Jovi X300 Ultra usa o chip mais recente da Qualcomm, o Snapdragon 8 Gen 5 de 3 nanômetros.
Já o modelo da Oppo é equipado com o processador da MediaTek, o Dimensity 9500, também de 3 nanômetros (entenda por que isso é importante).
Apesar de terem fornecedores distintos, o smartphone da Jovi foi um pouco mais veloz que o da Oppo na maioria dos testes, que avaliam o uso simulado do aparelho no dia a dia.
O comportamento mais rápido do Jovi se repetiu nos testes de desempenho gráfico com games e vídeos.
De qualquer forma, nenhum dos dois aparelhos ficou lento ou travou durante o uso. Vale notar que ambos contam com 16 GB de memória RAM e 512 GB de armazenamento interno.
Bateria
Os dois celulares podem passar bastante tempo longe da tomada graças às grandes capacidades de carga. Ambos usam baterias de silício-carbono, uma tecnologia mais recente no mercado.
O Jovi X300 Ultra tem 6.600 mAh de capacidade, enquanto o Oppo Find X9 Pro conta com 7.500 mAh. Durante os testes, o modelo da Oppo mostrou que consegue ficar mais de 26 horas longe da tomada. O aparelho da Jovi alcançou 27 horas.
A diferença entre os tempos de uso, mesmo com capacidades distintas, ocorre pela forma como cada fabricante otimiza o sistema operacional para economizar energia. Caso seja necessário, é possível ativar o modo de economia nos dois aparelhos.
É importante ressaltar que cada pessoa tem um padrão de uso específico. Na prática, a duração da bateria pode variar conforme as tarefas executadas no dia a dia.
Câmeras
O Jovi X300 Ultra tem quatro lentes na traseira: duas com 200 megapixels de resolução (principal e telefoto com zoom de 3,7x) e uma de 50 MP (grande angular).
A quarta lente não fotografa: é apenas um sensor para ajudar no ajuste de cores das imagens. O equipamento conta ainda com um chip VS1+, dedicado para o processamento de fotos.
Já o Oppo Find X9 Pro traz 200 megapixels no zoom de 3x e dois sensores de 50 MP (grande angular e principal), sem o sensor extra do concorrente.
Nos dois, a câmera de selfie é de 50 megapixels.
Os resultados em ambos são excelentes. As opções dos dois aparelhos permitem ajustes finos para o fotógrafo e uso de filtros das marcas parceiras (Zeiss e Hasselblad).
Tudo isso deixa o fotógrafo com maior controle sobre o resultado, como nesse modo macro do rosto do gato (abaixo).
Foto em macro: Jovi X300 Ultra (à esquerda) e Oppo Find X9 Pro (à direita)
Henrique Martin/g1
Uma percepção rápida sobre o Jovi X300 Ultra é que os resultados salvos na galeria da câmera têm pouca ou quase nenhuma alteração automática na comparação com o da Oppo.
Isso significa que, apesar das lentes e filtros, o X300 Ultra realiza menos o chamado “pós-processamento” da imagem (o que algumas marcas podem dizer que é “inteligência artificial” e está presente nos celulares desde antes de o termo se popularizar).
O da Oppo usa mais pós-processamento. Isso não é ruim, mas mostra que a Jovi quer mesmo deixar o controle nas mãos do fotógrafo para uma edição/ajuste posterior.
Isso é bastante visível em outra foto macro:
Foto em macro: Jovi X300 Ultra (à esquerda) e Oppo Find X9 Pro (à direita)
Henrique Martin/g1
Ou em um zoom nas fontes do Museu do Ipiranga, em São Paulo:
Zoom: Jovi X300 Ultra (em cima) e Oppo Find X9 Pro (embaixo)
Henrique Martin/g1
E até mesmo em fotos em modo retrato, com o fundo desfocado.
Modo retrato: Jovi X300 Ultra (à esquerda) e Oppo Find X9 Pro (à direita)
Henrique Martin/g1
As fotos diurnas em resolução máxima, com 200 MP de definição, fornecem muito detalhes de perto, mesmo a uma longa distância:
Zoom em resolução máxima: Jovi X300 Ultra (em cima) e Oppo Find X9 Pro (embaixo)
Henrique Martin/g1
E captam muitos detalhes na resolução padrão também:
Foto diurna: Jovi X300 Ultra (em cima) e Oppo Find X9 Pro (embaixo)
Henrique Martin/g1
Nas fotos noturnas, resultados excelentes continuaram a aparecer.
Foto noturna: Jovi X300 Ultra (acima) e Oppo Find X9 Pro (abaixo)
Henrique Martin/g1
A única diferença é que o Jovi X300 Ultra conseguiu fotografar a Lua nessa noite com o zoom híbrido, mas o Oppo Find X9 Pro, não.
Foto noturna: Lua capturada pelo Jovi X300 Ultra
Henrique Martin/g1
A câmera de selfies dos dois aparelhos é ótima. O fotógrafo só se esqueceu de desativar o modo retrato em uma delas e o espelhamento automático em outra 🤓.
Selfie com a câmera frontal: Jovi X300 Ultra (à esquerda) e Oppo Find X9 Pro (à direita)
Henrique Martin/g1
Conclusão
Os dois aparelhos do teste são a primeira tentativa das suas fabricantes em lançar aparelhos no segmento mais caro dos celulares.
Nesse sentido, Jovi e Oppo acertaram com aparelhos de desempenho e baterias excelentes e câmeras excepcionais.
O Jovi vai para quem procura o máximo em fotografia e está disposto a pagar mais com o kit. O Oppo já é uma escolha mais racional para quem quer qualidade equivalente por menos.
Estão no mesmo nível de concorrentes mais populares no país, como Galaxy S26 Ultra, da Samsung, e o Moto Signature, da Motorola.
Só que ainda são bem mais caros que os rivais, por conta do “pedigree” de seus parceiros fotográficos. O S26 Ultra já está na faixa dos R$ 8.000, e o Moto Signature, R$ 6.000.
Jovi X300 Ultra
Câmera e acessórios: conta com lentes da marca Zeiss e é vendido por R$ 20 mil em um kit luxuoso, que inclui lentes adicionais, capa e suporte com bateria extra.
Desempenho superior: equipado com o chip Snapdragon 8 Gen 5 (3 nanômetros), foi ligeiramente mais rápido que o concorrente nos testes de uso diário, vídeos e games.
Autonomia de bateria: possui bateria de silício-carbono de 6.600 mAh que, graças à otimização do sistema, alcançou 27 horas de duração nos testes.
Oppo Find X9 Pro
Câmera e custo-benefício: traz lentes da famosa marca Hasselblad e é a opção mais econômica do comparativo, encontrado na faixa de R$ 11,5 mil, mas não tem o kit adicional.
Processamento: usa o chip MediaTek Dimensity 9500 (3 nanômetros), garantindo um funcionamento fluido, sem lentidão ou travamentos.
Maior capacidade de carga: sua bateria de silício-carbono tem 7.500 mAh de capacidade nominal e conseguiu ficar mais de 26 horas longe da tomada durante os testes.
Como foram feitos os testes
Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6/7, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.
Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.
Para as avaliações de bateria, as telas dos smartphones ficaram com o brilho automático ativado, com o teste em luz ambiente durante o dia.
A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até atingir 20% de carga, quando é interrompido e mostra a duração estimada em horas/minutos.
Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. 
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