Cuiabá/MT, 18 de junho de 2026.

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TECNOLOGIA

Apple deve aumentar preços por conta de alta nos custos de chips, diz jornal




Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025
Reuters/Ann Wang
A Apple planeja aumentar os preços de seus produtos por conta do aumento dos custos com chips de memória. A declaração foi feita pelo CEO da empresa, Tim Cook, ao Wall Street Journal.
“Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis”, disse Cook. “Estamos fazendo o possível para mitigar os enormes aumentos que estão sendo repassados para nós e tentando proteger os nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável”.
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O executivo não deu detalhes sobre quando o aumento de preços será aplicado nem quais produtos serão afetados.
A empresa deve lançar em setembro o iPhone 18 e apresentar o primeiro modelo dobrável da linha, segundo o WSJ. Mas a reportagem indicou que o aumento de preços pode chegar ainda antes, para modelos de Mac e iPad.
Agora no g1
O preço do iPhone 18 Pro subiria de US$ 1.099 para US$ 1.299 caso a fabricante decida manter a sua margem de lucro, segundo projeção da consultoria TechInsights feita ao Wall Street Journal.
A oferta de chips de memória tem diminuído à medida que fabricantes direcionam seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial.
Cook afirmou que os chips de armazenamento também são um problema, mas são os chips de RAM que causam mais preocupação.
🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para “memória de acesso aleatório”) guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente.
Embora seja mais associada a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros.
O CEO da Apple disse ainda que consumidores querem comprar celulares e outros aparelhos, mas “os fabricantes de memória estão repassando aumentos de preços exorbitantes”. E afirmou que ainda não visto um aumento de preços de matéria-prima como esse.
“Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos”, afirmou. “Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental”.
O mercado de smartphones deverá registrar a maior queda da história em 2026, disse a consultoria IDC, em projeção divulgada em fevereiro. A expectativa é de que fabricantes somem 1,1 bilhão de unidades vendidas em todo o mundo este ano, 12,9% menos do que em 2025.
Na ocasião, a consultoria afirmou ainda que a situação não deverá melhorar até meados de 2027. E projetou que, em 2027, as vendas crescerão apenas 2% e, em 2028, terão uma recuperação, com alta de 5,2%.



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