Da Redação
No penúltimo dia da janela partidária — período marcado por intensas articulações políticas mesmo durante o feriado de Sexta-Feira — o cenário começou a se definir com movimentos estratégicos importantes na Assembleia Legislativa.
Os deputados Dilmar Dal Bosco e Paulo Araújo caminham para deixar o União Progressista (UB/PP) e se filiar ao partido Agir, abandonando a possibilidade de ingresso no Avante. A articulação inclui ainda o suplente Gilberto Figueiredo, que também deve acompanhar o grupo na nova legenda, com o objetivo de disputar em um ambiente considerado mais favorável.
Essa movimentação, no entanto, acaba evidenciando ainda mais a relevância política do deputado Sebastião Rezende dentro do União Progressista. Inicialmente pressionado a deixar o partido, Rezende ganhou força nos bastidores e consolidou sua permanência, sendo hoje visto como peça-chave na estratégia eleitoral da sigla.
Com a saída de nomes importantes, o UB/PP passa a concentrar suas principais apostas justamente em Sebastião Rezende e Júlio Campos, que despontam como os candidatos mais competitivos da legenda.
Nos bastidores do Palácio Paiaguás, sob a liderança de Otaviano Pivetta e Mauro Mendes — ambos com projetos majoritários — a avaliação foi clara: a saída de Rezende representaria um prejuízo eleitoral significativo. Isso porque o deputado possui uma base sólida, especialmente no público evangélico, que já lhe garantiu seis mandatos consecutivos.
Mais do que um nome competitivo, Sebastião Rezende se consolida como um dos pilares políticos do grupo, sendo reconhecido não apenas pela sua trajetória, mas pela forte conexão com sua base eleitoral. Sua permanência no partido não só fortalece a chapa, como também assegura estabilidade e capilaridade política em um momento decisivo do cenário eleitoral.
Além disso, o deputado Sebastião Rezende conta com o apoio dos membros da mesa diretora da COMADEMAT, sob a presidência do João Agripino de Franca, uma das maiores convenções do estado, que reúne mais de 3 mil templos e ultrapassa a marca de 300 mil membros, reforçando ainda mais sua força e representatividade no cenário político e religioso.












