Cuiabá/MT, 6 de março de 2026.

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POLÍTICA

Pacto contra feminicídio: mais de 5 mil suspeitos são presos no país


Nos últimos 15 dias, mais de 24 pessoas foram presas por feminicídio em todo o país. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Ministério da Justiça, que coordenou duas operações: Mulher Segura e Alerta Lilás. 

Entre os presos por feminicídio, mais de 15 foram detidos em flagrante e, pelo menos, nove já tinham mandado de prisão em aberto.

⏩ Ouça também: Em 2025, 12 mulheres foram vítimas de violência a cada 24 horas

Somando as duas operações, mais de 5 mil suspeitos de crimes contra mulheres e meninas foram presos.

As ações fazem parte do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.

Presente na divulgação dos dados, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, disse que as operações são um recado do Brasil no combate à violência de gênero.

“O recado que o Brasil dá hoje é simples e firme: quem agride mulher nunca mais ficará impune, e quem sofre violência nunca mais estará sozinha. Essa é uma luta de toda a sociedade, mas é, também, um compromisso permanente do poder público e dos três Poderes. E nós só vamos descansar quando cada mulher deste país puder viver sem medo, com dignidade e com liberdade”.

Mais de 38 mil agentes de segurança foram às ruas de mais de 2 mil cidades na operação Mulher Segura.

Já a Alerta Lilás contou com a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante 24 dias. O diretor geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira, explicou como a instituição chegou aos alvos.  

“É cruzar os dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão com os registros de deslocamento de veículos em rodovia. E o que as polícias regionais têm dificuldade, justamente por eles estarem em circulação, a Polícia Rodoviária Federal, com a sua capilaridade e com as informações dos nossos sistemas, conseguimos executar essas prisões de forma mais eficiente”.

Casos emblemáticos

Somente na operação Alerta Lilás, foram 302 prisões, sendo três por feminicídio. O diretor da PRF cita casos de violência que chamaram atenção pelo país.  

“Casos emblemáticos, como a prisão em Sumaré, de um indivíduo que esfaqueou a ex-mulher e a filha de três anos de idade. Um estuprador de vulnerável, quatro ocorrências relacionadas a esse único indivíduo. Em Corumbá, Mato Grosso do Sul, a prisão de um indivíduo que estava gritando, ainda atuando de forma agressiva contra a namorada”.

Na operação Mulher Segura, o estupro foi o motivo de 230 prisões nas duas últimas semanas, sendo 59 em flagrante. 

Na Alerta Lilás, mais de 200 mandados de prisão foram por não pagamento de pensão alimentícia; além de 27 prisões por estupro de vulnerável. 

De acordo com o Ministério da Justiça, o maior número das prisões em flagrante foi nos estados de Santa Catarina, seguido de Minas Gerais e São Paulo. Já as prisões por mandado foram lideradas pelo Distrito Federal, Santa Catarina e Rio de Janeiro.   

Nesses 15 dias de operação, os agentes públicos envolvidos concederam mais de 18 mil medidas protetivas para manter os agressores longe das vítimas. 




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