Reprodução
A reconstituição iniciou nessa sexta-feira (12)
THIAGO STOFEL
DO REPÓRTERMT
O Corpo de Bombeiros Militar informou que a reconstituição da morte do aluno Lucas Veloso, de 27 anos, será finalziada na próxima terça-feira (16), após uma decisão da Politec. A reconstituição iniciou nessa sexta-feira (12), na Lagoa Trevisan, onde o jovem acabou morrendo depois de se afogar durante um treinamento, em fevereiro deste ano. Na ocasião, o jovem ainda chegou a receber atendimento médico após se afogar, mas não resistiu.
O caso é apurado pela Corregedoria-Geral dos Bombeiros, e os procedimentos para investigar a morte do jovem já estão acontecendo há cerca de um mês. Inclusive, o capitão Daniel Alves Moura e Silva, que era o responsável pelo curso e foi a última pessoa vista com Lucas, já prestou depoimento na sede da Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico da corporação.
>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão
Além dele, diversos alunos também já foram ouvidos e contaram que Lucas foi submetido à prática conhecida como ‘caldo’, em que militares são propositalmente afogados durante a formação de salvamento aquático.
Leia mais – Começa reconstituição da morte de aluno dos Bombeiros e advogado acredita em reviravolta
O advogado da família Djalma Cunha, contou ao Repórter MT, que a recosntituição é fundamental para o andamento das investigações, pois ele acredita que ela pode esclarecer muitas coisas.
“A gente está esperando essa reconstituição, porque isso aqui pode mudar muita coisa, né? […] Quando você coloca isso aqui na prática, no estado físico aqui, entendeu? Aí pode chegar a outra conclusão, de que realmente não foi um mero acidente, uma fatalidade“, disse Djalma à imprensa.
“A Politec pode, perfeitamente, dentro dos depoimentos, pode chegar a outra conclusão que não a fala dos investigados“, completou o advogado.
Djalma ainda ressaltou que a família do aluno preferiu não acompanhar a reconstituição.
“Eles não vieram. Eles estão muito abalados ainda. E participar aqui, vir aqui no local, participar da reconstituição ia ser mais difícil pra eles”, falou à imprensa na sexta-feira.
Imparcialidade
Em março, o pai de Lucas, Cleuvimar Peres, disse que acreditava na “imparcialidade” das apurações. Segundo ele, se houver um responsável pela morte de seu filho, ele será punido no rigor da lei.
“Em relação ao inquérito, que vai ser apurado, eu tenho certeza, eu ainda acredito na justiça, vai ser apurado e se houver responsabilidade de alguém, que seja punido com os rigores da lei, Eu nasci dentro do âmbito judicial. Meu pai era servidor judicial, eu sou servidor judicial, a minha esposa é servidora judicial”, afirmou à época.
Leia mais: Pai de Lucas Peres: “Acredito na Justiça, tenho certeza que vai ser imparcial essa apuração”
FONTE : ReporterMT











