Assessoria
Sales era acusado de determinar execução de preso em 1996
EUZIANY TEODORO
DO REPÓRTERMT
O secretário de Ordem Pública de Cuiabá, coronel Leovaldo Sales, foi inocentado nesta segunda-feira (06), pelo Tribunal do Júri. A sessão durou quase 13 horas, com depoimentos de testemunhas e longos posicionamentos da defesa e acusação.
A decisão foi unânime, 4 a 0 pela absolvição. O Ministério Público informou que não irá recorrer.
>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão
Sales respondia pela execução de um preso que conseguiu fugir da penitenciária do Carumbé, em Cuiabá, quase 27 anos atrás.
Além dele, foram julgados os policiais militares Mariano Mattos do Nascimento, Antônio Bruno Ribeiro, Ângelo Cassiano de Camargo, José Luiz Vallejo Torres e Douglas Moura Lopes. Todos inocentados pelo júri.
Durante a tarde, em seu depoimento, Sales chorou e negou que tenha mandado matar Cláudio e destacou que declaração dada à época à TV Centro América foi tirada do contexto. Na ocasião quando questionado pela repórter onde estava Cláudio, ele respondeu “virou anjo”.
“Houve muita exploração por parte da imprensa local, até por força de uma declaração minha, num contexto absolutamente de descontração”, disse Sales.
“Um cinegrafista sentou na minha frente e eu não percebi que a câmera estava ligada e fiquei conversando com a repórter, de brincadeira. Foi aí que surgiu ‘virou anjo’ […] Foi uma brincadeira”, completou.
O caso
No dia 10 de dezembro de 1996, por volta das 15h, ocorreu uma rebelião no presídio Carumbé, em Cuiabá, culminando na fuga de cerca de 50 detentos. Conforme a denúncia do Ministério Público, para dar apoio nas buscas pelos fugitivos, foi acionado o 3º Batalhão de Polícia Militar, que estava à época sob o comando do tenente-coronel Leovaldo Sales.
Inicialmente, durante as buscas, foram recapturados 15 detentos, dentre eles a vítima Cláudio Andrade Gonçalves, que sob o pretexto de que estava ferido, seria levado juntamente com outro detento ao Pronto-Socorro Municipal para atendimento médico.
A denúncia era que a determinação para executar Cláudio teria partido de Sales. No entanto, segundo a decisão do júri, isso não ficou comprovado.
FONTE : ReporterMT











