Cuiabá/MT, 6 de março de 2026.

Search

POLÍCIA

Em 2025, 12 mulheres foram vítimas de violência a cada 24 horas


Doze mulheres foram vítimas de violência a cada 24 horas em 2025, totalizando mais de 4,5 mil vítimas. O número aumentou 9% em relação ao ano anterior. Os dados são do boletim “Elas Vivem: a urgência da vida”, produzido pela Rede de Observatórios da Segurança e divulgado nesta sexta-feira (6). A instituição monitora nove estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

De acordo com o levantamento, foram mais de 950 casos de violência sexual ou estupro, um aumento de cerca de 56%, sendo a maioria das vítimas crianças e adolescentes. A pesquisa também aponta quase 550 casos de feminicídio e sete de transfeminicídio.

⏩ Ouça também: Pacto contra feminicídio: mais de 5 mil suspeitos são presos no país

O Pará é o estado com maior aumento percentual nas violências, com 138 mortes de mulheres e crescimento de 167% nos casos de abuso sexual.

Tayná Boaes, pesquisadora da Rede de Observatórios da Segurança, explica o resultado:

“O nosso monitoramento é sensível e permite nomear essas violências, que muitas vezes não são tipificadas pela polícia. Então, os números oficiais não conseguem dar conta da realidade. E o que os dados revelam é que a violência contra a mulher continua operando nesses territórios, sendo tolerada socialmente e enfrentada de forma insuficiente pelo estado”.

Agressores

Entre os agressores, aponta a pesquisa, estão principalmente companheiros e ex-companheiros. Além disso, outros autores comuns são familiares e namorados ou ex-namorados.

A pesquisadora Tayná Boaes fala sobre a violência cometida pelos parceiros:

“Quando os nossos dados demonstram que 78,5% das violências são cometidas por companheiros ou ex-companheiros, nós estamos falando de uma violência muito íntima, uma violência que opera dentro do lar, uma violência que opera nas relações afetivas. Então, isso aponta para uma legitimação de posse”.

Ela destaca ainda formas de denunciar:

“A denúncia pode ser feita pelo 180, que é a Central de Atendimento à Mulher. Em caso de emergência, pelo 190. Também existem delegacias especializadas de atendimento à mulher. Em caso de violência que envolva crianças e adolescentes, existe o Disque 100”.

Campanhas estruturais de prevenção

O estudo conclui que os estados e o governo federal precisam de campanhas estruturais de prevenção, para além da resposta imediata. As linhas de atuação precisam incluir educação de base, desconstrução cultural e engajamento social.




Source link

Facebook
WhatsApp
Email
Print
Visitas: Hoje: Total: 2

COMENTÁRIOS

Todos os comentários são de responsabilidade dos seus autores e não representam a opinião deste site.