Enquanto Trump evitava olhar para a adversária, ela aproveitava as divisões de tela para encará-lo e para um riso debochado. Conseguiu colocar o republicano como um extremista maluco de uma forma que nem Biden, nem Hillary Clinton, alcançaram.
Num dos seus melhores lances, Kamala frisou que os líderes mundiais consideram Trump uma “desgraça” e tudo que o republicano conseguiu rebater foi citar o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban. Segundo ele, Orban teria dito que Trump faz falta e que China, Rússia e Coreia do Norte teriam medo dele.
Daí fica a pergunta de quem está assistindo: e quem entre os líderes globais se importa com o que pensa Viktor Orban?
Outros temas delicados foram aborto e economia.
No aborto, a polarização era evidente. Kamala acusou Trump de “escolher juízes a dedo” e disse que 20 Estados já haviam proibido o procedimento por causa do republicano, penalizando as mulheres, que precisavam viajar para abortar fetos concebidos por estupro. Trump rebateu dizendo que apenas devolveu a competência para os Estados – algo que “todos queriam fazer”.
Na economia, os candidatos trocaram farpas. “Todos sabem que ela é marxista”, disse Trump. “Ele não tem plano para vocês. Só pensa nele”, rebateu Kamala.
noticia por : UOL











