Conselho irá encaminhar um ofício nos próximos dias ao Ministério Público e à Defensoria Pública. O documento, que está sendo elaborado pelo Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), irá solicitar um parecer jurídico sobre a medida por entender que há irregularidades.
Ouvidoria das polícias está solicitando parecer com juristas para depois buscar adotar uma medida sobre a resolução. “A gente não vai recuar ou abrir mão da Ouvidoria das polícias, um espaço democrático que representa uma conquista com prestação de serviço para a sociedade civil. Vamos continuar fazendo trabalho e abrindo caminho na busca por justiça”, disse o ouvidor Cláudio Silva.
O que disseram os especialistas
O secretário de Segurança Pública [Guilherme Derrite] deveria buscar desvendar o assassinato no aeroporto de Guarulhos. Ele deveria estar preocupado em solucionar o caso de policiais acusados de fazer lavagem de dinheiro ou em prender os barões do crime organizado. Mas está preocupado em desqualificar o trabalho da Ouvidoria das polícias.
Ele [Derrite] não queria ter contrapontos. A própria Corregedoria virou uma espécie de sindicato da polícia. Como preservamos a legalidade e a atuação independente da entidade, decidiu criar por resolução uma ouvidoria de faz de conta.
Essa postura do secretário é coerente com o que ele fez em relação às operações na Baixada Santista. Ele tentou burlar todas as formas possíveis de investigação, dispensando laudos de local e não permitindo acesso das famílias às informações. Em todas as notas sobre casos de violência, a SSP tem legitimado arbitrariedades, quando deveria atuar com imparcialidade, pedindo uma investigação criteriosa.
Claudio Silva, ouvidor das polícias
noticia por : UOL












