Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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MUNDO

O suposto "retorno triunfal" de Kevin Spacey às telas

Produções independentes

A bem da verdade, porém, a indústria cinematográfica, particularmente o setor independente de baixo orçamento, tem reputação de ignorar questões éticas quando se trata de ganhar dinheiro.

Bem antes do #metoo, Mel Gibson foi supostamente cancelado em razão de seus rompantes públicos de fúria nos quais utilizou linguagens homofóbicas, racistas e antissemitas. Mas, apesar de ter se tornado – e ainda ser – persona non grata durante algum tempo, ele nunca parou de trabalhar.

É possível que você não tenha vistos seus filmes de maior destaque após o “cancelamento”: Plano de fuga, Machete Mata e Na sombra da lei. Mas, essas produções foram de fato realizadas e Gibson foi pago para atuar nelas.

A recente onda de indignação com a participação de Gibson na minissérie de ação O continental: do mundo de John Wick serve de para demonstrar de que modo a maior parte da mídia está focada em Hollywood. Para os fãs de produções medíocres independentes, Mel Gibson jamais deixou de estar presente.

Kevin Spacey, tampouco. Enquanto houver cineastas independentes que avaliem que colocar a frase “duas vezes vencedor do Oscar” nos cartazes e trailers de seus filmes possa aumentar as vendas ou atrair mais acessos nos serviços de streaming por parte antigos fãs de House of cards, ele continuará a atuar em filmes, mas de um determinado tipo. Só não vá chamar isso de “retorno triunfal”.

noticia por : UOL

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