“Sabíamos que algo assim podia acontecer, mas não tão rápido”, disse à AFP Pedro Gutiérrez, um dos 135 libertados, na capital da Guatemala.
“Foi um golpe duro, sentimos como se uma espada nos atravessasse e nos faz sentir impotentes”, acrescentou o ex-vendedor de carros, que contou ter sido detido em 11 de fevereiro de 2023 após fazer um protesto solitário em Manágua para exigir a libertação do bispo Rolando Álvarez.
O chefe da diplomacia americana para a América Latina, Brian Nichols, criticou a revogação da nacionalidade como “atos desumanos e cruéis” que “só servem para isolar ainda mais a Nicarágua”, escreveu na rede social X.
O governo guatemalteco, por sua vez, disse que “a opção de aplicar o asilo que a Guatemala oferece se mantém” para os 135 nicaraguenses. Eles também podem optar pelo refúgio nos Estados Unidos e em outros países.
“Esta resolução [de Manágua] é uma prova fidedigna de aceitação do crime de lesa humanidade de desterro ou traslado forçoso e da perseguição política”, disse à AFP o advogado nicaraguense Salvador Marenco, exilado na Costa Rica.
Com esta decisão, 451 opositores nicaraguenses foram privados da sua nacionalidade desde o início de 2023, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais.
noticia por : UOL











