O presidente Lula deu aval para que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prepare um decreto-lei e resolva os problemas de governadores do Nordeste interessados em atrair data centers.
A medida deve sair até março e permitirá que governadores, especialmente de Ceará e Piauí, possam fechar contratos de construção de grandes centros de processamento de dados e inteligência artificial abastecidos com energia solar e eólica.
O Brasil quer rivalizar com os EUA, onde o presidente Donald Trump anunciou investimentos de US$ 20 bilhões em data centers. O presidente norte-americano quer atrair os novos projetos dos maiores players globais, como o ChatGPT da OpenAI e o Google Gemini.
Para o Ministério de Minas e Energia, o Brasil tem vantagem por oferecer energia renovável por preço baixo, mas, para se instalarem, principalmente no Nordeste, é necessário investimento em redes de estabilização e transmissão de energia para garantir fornecimento sem interrupção.
Segundo técnicos que participam dessa discussão, três equipamentos exigidos para esse tipo de investimento consumiram R$ 600 milhões para estabilizar somente 200 MW (megawatts) de energia.
Um data center de grande porte costuma consumir, em média, 1 GW (gigawatt). Atualmente, os data centers instalados no Brasil consomem 15 GW. O país gasta 88 GW de energia no total.
O governo federal se dispõe a realizar os investimentos, mas, para isso, quer contrapartidas dos governadores. O decreto-lei permitirá que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) exija um termo de compromisso de que o data center será construído no país para que tenha direito à oferta estável de energia.
Esse termo já existe para geradores de energia, mas não há previsão para que grandes consumidores deem esse tipo de garantia.
Com Stéfanie Rigamonti
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noticia por : UOL