Alguns estudantes acusaram a professora de ter agido intencionalmente para deixá-los desconfortáveis e de fazer comentários racistas.
“Alguns (alunos) também alegaram que o professor teria feito comentários racistas” durante um momento de debates entre os alunos e o professor, acrescentou. Mas estas acusações foram retiradas posteriormente e os estudantes à origem da denúncia se desculparam.
Ainda assim, alguns pais se sentiram ofendidos. O pai de uma estudante enviou um e-mail ao responsável do estabelecimento, alegando que sua filha tinha sido impedida de falar e que iria apresentar queixa, relatou Vénétitay.
Desde então, os professores temem uma nova tragédia como a vivida por Samuel Paty, professor assassinado por um terrorista, após mostrar caricaturas do profeta Maomé em sala de aula em uma escola da mesma região.
“Sabemos muito bem que este tipo de métodos pode levar a uma tragédia. Os nossos colegas sentem-se ameaçados, em perigo. Os professores estão fazendo seu trabalho, devem ser respeitados por isso”, diz Sophie Vénétitay.
De acordo com o canal de tevê BFM, pelo menos quatorze atos desse tipo (ataques à laicidade, às pessoas, à segurança ou à propriedade, e de racismo) foram registrados na escola desde o início do ano letivo, em setembro passado, contra três durante todo o ano de 2022.
noticia por : UOL












