Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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Dólar abre em alta, a R$ 5,04, com decisão do Fed no radar

O dólar abriu em alta nesta terça-feira (19), com todas as atenções ainda voltadas para a reunião do Federal Reserve, o banco central americano, que deve anunciar sua decisão sobre juros na quarta (20).

Na Bolsa brasileira, o Ibovespa também subia, ainda impulsionado por forte alta das ações da Vale

Às 11h10, o Ibovespa subia 0,17%, aos 127.129 pontos, enquanto o dólar avançava 0,20%, cotado a R$ 5,035.

O comportamento do dólar estava em linha com o visto no exterior, onde o índice que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas subia 0,30%, a 103,890.

O Federal Reserve dá início nesta terça-feira ao encontro de política monetária de dois dias em que deve manter os juros, de acordo com previsões de mercado. Investidores ficarão atentos a pistas das autoridades do Fed sobre seus próximos passos, num momento em que muitos operadores têm adiado apostas sobre quando o banco central fará um primeiro corte na taxa devido à resiliência da inflação nos EUA.

Junto com o comunicado de política monetária, o Fed divulgará na quarta-feira seu chamado “gráfico de pontos”, que reúne projeções das autoridades para variáveis como inflação, crescimento, e, mais importante para os mercados neste momento, os juros básicos.

“Se você tem taxa de juros alta lá nos Estados Unidos –que seria o paraíso em relação ao risco, um lugar onde você tem menos risco com uma taxa de juros alta– você tem a tendência forte de que o fluxo se concentre ali. Por isso que a gente vê essa alta (do dólar) nos últimos dois, três meses; porque as previsões de queda da taxa de juros nos EUA acabaram sendo postergadas”, disse Diego Faust, operador da Manchester Investimentos.


Na segunda (18), o dólar subiu 0,55% e fechou cotado a R$ 5,024, atingindo seu maior valor desde outubro, já impactado pela cautela de investidores antes de decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, que serão divulgadas na quarta (20).

Apesar de as projeções sobre os comunicados desta semana serem praticamente unânimes, o mercado ainda aguarda sinalizações sobre os próximos passos dos juros em ambos os países.

No cenário local, a expectativa é que o Banco Central do Brasil deve realizar um corte de 0,50 ponto percentual na Selic (taxa básica de juros), mantendo o ritmo adotado nas últimas reuniões.

Já nos EUA, a aposta é que o Fed deve manter inalterados os juros do país na faixa entre 5,25% e 5,50%, sem espaço para surpresas. O mercado aguarda, no entanto, sinalizações da autoridade monetária sobre o atual estado da economia americana.

A decisão ocorre após dados recentes mostrarem um mercado de trabalho aquecido e uma inflação persistente nos Estados Unidos, o que apontou para uma economia aquecida e trouxe dúvidas sobre o início do corte de juros pelo Fed.

Atualmente, a aposta majoritária é de que o Fed deve esperar pelo menos até junho para iniciar o afrouxamento monetário nos EUA.

Já a Bolsa brasileira terminou o dia em leve alta de 0,16%, aos 126.954 pontos, impulsionada por fortes altas da Vale e da Embraer, que ficaram entre as mais negociadas da sessão.

noticia por : UOL

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