Cuiabá/MT, 8 de março de 2026.

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Colômbia nomeia chanceler interino em meio à crise entre Executivo e Judiciário

As manifestações pediam celeridade na escolha do novo procurador-geral da República por parte da Corte Suprema de Justiça. Petro enviou em agosto uma lista tríplice ao Tribunal. Os 23 magistrados não chegaram a um consenso sobre um nome para ocupar o lugar de Francisco Barbosa, e a escolha se arrasta há 5 meses. A última sessão foi realizada nesta quinta, durante os protestos.

Com isso, a atual vice-procuradora, Marta Mancera, deve assumir o cargo. Ela é próxima a Barbosa e foi investigada por supostamente proteger funcionários corruptos que trabalhavam no distrito de Buenaventura. A próxima votação está marcada para 22 de fevereiro.

O resultado da votação desta quinta foi o estopim para o bloqueio do prédio. O MP divulgou uma nota afirmando que está “investigando os manifestantes para possível ação penal contra os atos criminosos”.

Cidades de todo o país registraram movimentações. Medellín e Cali tiveram os maiores atos, além de Bogotá. Na capital, policiais também reprimiram os atos na praça de Bolívar. Em Medellin, manifestantes partiram da Universidade de Antíoquia e caminharam até a sede do Ministério Público. Segundo o Conselho de Segurança do país, não houve feridos em nenhuma manifestação.

Risco institucional

Em sua convocatória para as marchas, Petro voltou a acusar o Ministério Público de tentar derrubar seu governo “pelas vias judiciais”. O chefe do Executivo publicou um texto na última semana em seu perfil nas redes sociais afirmando que as investigações representam uma “ruptura institucional” e pediu atenção dos outros países à “tomada do MP pela máfia”.

Ainda nesta quinta-feira, Petro disse que os jornais constroem um relato violento das manifestações para estabelecer uma relação com os atos de 1985, quando sete integrantes da guerrilha Movimento 19 de abril (M-19) tomaram o Palácio da Justiça armados em um episódio que terminou em um confronto com o Exército local e mortes de combatentes, militares e reféns. 

Desde que assumiu em 2022, Petro tem enfrentado uma série de acusações do MP. Investigações contra a Fecode, a suspensão do ministro das Relações Exteriores, Álvaro Leyva, e a demora para escolher um novo procurador-geral são as últimas disputas que estão sendo travadas.

noticia por : UOL

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