Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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Cinco mulheres quilombolas foram mortas desde caso Mãe Bernadete, diz pesquisa

Cinco mulheres quilombolas foram mortas no Brasil desde o assassinato de Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, em agosto do ano passado. Ela era uma das lideranças do quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia.

O levantamento, feito pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), revela que a violência contra mulheres quilombolas se intensificou no país nos últimos anos, especialmente desde 2017.

Entre janeiro de 2023 e julho deste ano, o país registrou seis assassinatos —o equivalente a uma média de uma morte a cada três meses. Em 2022, segundo o estudo, houve uma morte. No ano anterior, duas, e em 2020, uma.

Houve um pico em 2019, com cinco casos de assassinatos. Uma morte foi registrada em 2018. Já em 2017, foram três. Os anos de 2016 e de 2015 registraram um assassinato cada.

Coordenado por Selma Dealdina Mbaye e Élida Lauris, o estudo ainda revela que mais da metade (60%) das mulheres quilombolas vítimas de violência exerciam papel de destaque ou eram alguma liderança na cidade em que viviam. E que 20% dos assassinatos ocorreram em um contexto de conflito por posse de terra.

A pesquisa foi conduzida junto a lideranças quilombolas e instituições de diferentes estados onde os crimes foram cometidos. Os dados inéditos estão sendo lançados para marcar um ano do assassinato de Mãe Bernadete.

Ela era coordenadora nacional da Conaq e ialorixá. Mãe de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, o Binho, líder assassinado há seis anos, atuava contra a violência sofrida pelo povo quilombola e pela titulação da terra de sua comunidade.

ARCADAS

O advogado e professor da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) Pierpaolo Cruz Bottini organizou o debate “Criptoativos e Lavagem de Dinheiro: Regulação e Desafios Atuais”, realizado na sede da instituição, em São Paulo, na sexta-feira (6). A vice-diretora da faculdade, Ana Elisa Bechara, o secretário Nacional de Justiça, Jean Uema, e a subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, participaram como palestrantes.

com BIANKA VIEIRA, KARINA MATIAS e MANOELLA SMITH


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noticia por : UOL

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