“Brasil, não queremos um tour pelos campos de petróleo quando estivermos em Belém em 2025. E, se você quiser apenas entrar em um clube para participar, sugerimos que siga seu vizinho, a Colômbia, e se inscreva no Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis em vez da Opec+”, completam.
Para Claudio Angelo, coordenador de política climática do Observatório do Clima, “ao reduzir o desmatamento em 22% em apenas 11 meses no cargo, o presidente Lula deu uma das contribuições mais significativas para mitigar o aquecimento global em 2023”. “Porém, com um grande poder vem uma grande responsabilidade. Não se pode liderar o Sul Global contra a crise climática investindo no produto que a provoca”, disse.
Na avaliação de Alexandre Prado, líder de Mudanças Climáticas do WWF-Brasil, embora o país busque o protagonismo climático, “sua postura contraditória ao entrar na OPEP+ reduziu os trunfos angariados com a redução do desmatamento e os planos e políticas climáticas anunciados”.
“A premiação deixa claro que a imagem do Brasil não está tão boa como esperado e é um sinal de alerta para todo o mundo sobre o real comprometimento do país que sediará a COP 30, quando todos os países deverão apresentar novos compromissos de corte nas emissões”, disse.
“O mundo todo olhava para o Brasil com esperança de ter um novo líder climático e a turnê petroleira que o governo fez a caminho de Dubai foi um duro golpe nessa esperança”, afirmou.
Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, também reagiu. Esse prêmio, que já é uma tradição em todas as conferências, destaca os países que mais atrapalham a luta contra a crise climática. Com o anúncio de que entrará na OPEP+, o Brasil conseguiu anular os méritos conquistados com a queda de 22% no desmatamento na Amazônia”, lamentou.
noticia por : UOL











