Cuiabá/MT, 7 de março de 2026.

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Bélgica assume presidência da UE e enfrenta crise climática, migração e avanço da extrema direita

De acordo com as projeções, o Identidade e Democracia (ID), que integra partidos de extrema direita, deve se tornar o terceiro maior grupo político do Parlamento Europeu. Já os Verdes podem perder mais de um quarto de seus deputados, após uma reação negativa sobre os custos das políticas ambientais promovidas pela União Europeia nos últimos anos.

Todos os grupos políticos pró-Europa – o centro-direita Partido Popular Europeu (EPP), o centro-esquerda Socialistas e Democratas (S&D) e o Renew – devem perder influência. Ao abordar a ameaça da extrema direita nas eleições europeias, o primeiro-ministro belga Alexander De Croo afirmou que quer “mais resultados, menos conversas, e veremos o que acontece nas eleições”.

A recessão econômica nas principais economias do bloco europeu, as mudanças climáticas e a imigração serão determinantes nas campanhas. As eleições ainda decidirão quem irá liderar a Comissão Europeia em seu novo mandato de cinco anos. Há grandes chances de que a atual presidente do executivo do bloco, Ursula von der Leyen, se candidate novamente.

Bélgica vai às urnas

Além das eleições europeias, a Bélgica também irá às urnas no dia 9 de junho para escolher os novos deputados federais e regionais que devem substituir o atual governo de coligação. As sondagens mostram um quadro bastante conhecido, com o partido de extrema direita Vlaams Belang liderando em Flandres, o Partido Socialista na dianteira na Valônia e os liberais na região de Bruxelas-Capital.

A probabilidade de uma guinada à extrema direita, especialmente depois da vitória da extrema direita na vizinha Holanda, está colocando uma pressão adicional no país cujo sistema político é bastante complexo. A Bélgica sedia o governo federal belga em Bruxelas, o governo regional flamengo, o governo da comunidade francófona da Valônia, o de Flandres; na verdade, coabitam no país de 11.6 milhões de habitantes três comunidades de três regiões distintas totalizando assim oito governos e nove parlamentos. Além da Bélgica, Portugal, Finlândia e Lituânia também irão eleger novos governos.

noticia por : UOL

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