“O jornalismo é uma profissão muito nobre e que vive se reinventando. Nosso público alvo é de pessoas jovens, que saíram do colégio, de 18, 20 anos, mas é muito prazeroso ver uma pessoa na idade dela que tem interesse pela profissão”, acrescenta o professor. “Ela é uma aluna exemplar. É a primeira a chegar, anota tudo, se dá bem nas provas, participa das aulas, faz provocações, levanta a mão”, ele cita.
Ainda segundo Falcão, os alunos abraçaram Dorothi. “Tem sido uma relação bastante interessante, bastante positiva”, resume.
Dorothi também celebra o convívio que tem com pessoas muito mais jovens. “Até minha bolsa eles carregam. Tenho feito amizade com eles, sim, e também com os professores”, conta. “Olhe, estudar vale a pena”, reflete.
A idosa ainda não sabe o que vai fazer quando se formar em jornalismo. Atualmente, além da graduação, tem estudado computação. “Já aprendi algumas coisas sobre celular e computador”, diz. Na juventude, teve aulas de iniciação em música, então cogita voltar a esses estudos. Também gosta de costurar e de pintar.
“Eu vou sempre ter alguma coisa para fazer. Enquanto estiver viva, eu estou fazendo alguma coisa. Termino computação, volto para música ou para pintura, que eu também gosto. Eu pretendo terminar meus dias fazendo alguma coisa.”
noticia por : UOL











