Famílias, mulheres, crianças e, sobretudo, pessoas com enfermidades denunciam a falta de piedade por parte das forças armadas do Estado judeu. Quem depende exclusivamente de tratamentos fora da região de Gaza, por exemplo, está vulnerável a quaisquer hostilidades de Israel. Chamam de “inferno burocrático” o processo de pedir autorização para sair do enclave e ser tratado fora, correndo o risco de perder a vida a qualquer momento.
Em Jenin, o exército chegou a invadir “de várias direções, disparando balas e cercando hospitais do governo e a sede do Crescente Vermelho”, descreveu a agência de notícias Wafa.
“Eles simplesmente fecharam as portas de entrada, invadiram o hospital e detiveram violentamente até mesmo mulheres idosas que acompanhavam crianças e interrogaram profissionais de saúde. Isso é inaceitável”, contou Aseel Abu Rass, porta-voz da ONG Médicos pelos Direitos Humanos, ao confirmar que agentes da polícia israelense costumam fazer uma “incursão” aos complexos hospitalares.
Vale lembrar que o ano passado foi considerado o “mais mortal” para os palestinos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental desde 2006, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), registrando 170 vidas perdidas nas mãos de Tel Aviv. No entanto, neste ano, em menos de dois meses, as autoridades locais já somam mais de 371 palestinos mortos pelos ataques de Israel aos territórios.
noticia por : UOL












