Cuiabá/MT, 23 de abril de 2026.

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GOSPEL

Prisão domiciliar concedida a Bolsonaro “não corrige a injustiça”


A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro provocou uma onda de reações no Congresso Nacional e intensificou os embates entre governistas e oposição.

A medida, que substitui a custódia em unidade prisional por prisão domiciliar com condições específicas, foi tomada no âmbito das investigações em curso e reacendeu discussões sobre os limites das medidas cautelares e o papel do Judiciário em processos que envolvem lideranças políticas.

Entre os parlamentares capixabas, o posicionamento foi majoritariamente favorável à medida, ainda que com diferentes ênfases. O líder da bancada do Espírito Santo, deputado Da Vitória (PP-ES), avaliou a decisão como justa. “É uma medida justa para que ele possa dar continuidade ao tratamento em casa, ao lado da família. Sabemos que é grave a situação de saúde que ele tem enfrentado, e garantir esse cuidado em um ambiente adequado é um direito”, afirmou.

Em tom semelhante, o deputado Messias Donato (União-ES) considerou a concessão tardia. “O que estamos vivendo é, antes de tudo, uma questão de justiça — ainda que tardia. A decisão do ministro Alexandre de Moraes ao conceder prisão domiciliar ao presidente Jair Bolsonaro é um reconhecimento mínimo diante de tudo o que já deveria ter sido considerado há muito tempo”, disse.

O deputado Evair de Melo (PP-ES) também viu a decisão como um reconhecimento tardio, mas foi além ao questionar o mérito do processo. Para ele, a medida “ameniza uma situação injusta, mas não resolve o problema de origem”. O parlamentar defendeu que Bolsonaro deveria responder em liberdade, com respeito ao devido processo legal.

Já o deputado estadual Alcântaro Filho (Republicanos) classificou o ex-presidente como “preso político” e afirmou que a prisão domiciliar “é um passo importante para preservação de sua vida, mas não corrige a injustiça que ele está sofrendo”. Ele prometeu seguir atuando pela liberdade de Bolsonaro e de “todos os presos políticos no Brasil”.

Na bancada federal, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) defendeu a medida sob o viés humanitário, afirmando que “não se trata de privilégio, mas de garantir condições mínimas de saúde”. O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) também citou a necessidade de acompanhamento médico, classificando a situação do pai como “delicada”.

O senador Magno Malta (PL-ES) disse ter recebido a decisão “com gratidão a Deus, especialmente por garantir o cuidado necessário à saúde” do ex-presidente. Ele afirmou que Bolsonaro “segue como uma liderança ativa, com forte capacidade de mobilização e influência no debate público”, e que acompanhará os desdobramentos “com responsabilidade, equilíbrio e respeito às instituições”.

A medida judicial reacendeu o debate sobre a condução de processos envolvendo lideranças políticas e sobre os limites da atuação do Judiciário.

Enquanto a oposição aponta excessos e questiona a legalidade da prisão original, aliados do governo defendem a autonomia do STF e a necessidade de responsabilização por atos considerados golpistas. A soltura de Bolsonaro, ainda que restrita, é vista como um marco na disputa política que se acirra às vésperas do período eleitoral. Com: Comunhão.





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