O pastor e escritor Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro, se tornou mais uma voz contra o polêmico PL da Misoginia, lei que foi aprovada recentemente pelo Senado Federal, e que agora deverá ser analisada, também, na Câmara dos Deputados.
Para Vargens, não há o que se discutir quanto ao valor igualitário do homem e da mulher, visto se tratar de algo “inquestionável”, pois “claro que homens não são superiores as mulheres. Isso é ponto pacífico”.
O pastor, contudo, argumenta em seu artigo para o Pleno News que o PL dá margem para que a lei seja utilizada de forma maliciosa contra os homens, favorecendo maior divisão e discursos de ódio, em vez de conscientização e maior respeito à figura feminina.
“Uma fala considerada preconceituosa por uma mulher”, segundo o pastor, pode “proporcionar perseguição ou mesmo cadeia a um homem que ousou contrariar o pensamento feminino.”
Ensino teológico
Tão grave quanto a subjetividade anterior, Renato Vargens também acredita que o PL da Misoginia poderá servir de instrumento de perseguição e/ou intimidação aos cristãos em geral, tendo em vista que a Bíblia delega ao homem o papel de governança no lar, bem como de liderança espiritual.
“Pastores e igrejas, cuja teologia é complementarista poderão ser acusados de misoginia por discordarem, por exemplo, da ordenação pastoral feminina, ou mesmo defenderem o que a Bíblia diz sobre submissão”, alerta Vargens.
“Assim, se essa lei for aprovada, pastores, padres e igrejas de matizes diferentes, cuja percepção teológica sejam contrários ao presbiterado de mulheres poderão ser tratados como misóginos, podendo ocasionar processo e prisão”, ressalta.












