Cuiabá/MT, 23 de abril de 2026.

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Pastor Gilvan Gonçalves é condenado por abuso de vulnerável


Valparaíso de Goiás, GO – O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por intermédio da 2ª Vara Criminal de Valparaíso, proferiu a sentença condenatória contra o pastor Gilvan Gonçalves dos Santos, de 55 anos.

O líder religioso foi sentenciado a 17 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, sob a acusação de estupro de vulnerável contra fiéis de sua congregação. A decisão judicial ocorre após um processo que detalhou o uso de rituais religiosos para a prática de abusos sexuais.

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Valparaíso de Goiás revelaram que o pastor utilizava métodos de manipulação psicológica e espiritual para aliciar as vítimas.

Segundo os relatos constantes no processo, Gilvan Gonçalves empregava o chamado “óleo ungido” em rituais que serviam de pretexto para o contato físico indevido. Em alguns depoimentos, as vítimas mencionaram que o condenado alegava estar “tomado por anjos” ou agindo sob inspiração divina para justificar as solicitações de atos sexuais e o envio de mensagens de cunho íntimo.

O caso ganhou repercussão em julho de 2025, quando a Polícia Civil de Goiás iniciou buscas pelo paradeiro do pastor após a denúncia de que ele teria abusado de uma adolescente de 13 anos. Na ocasião, as autoridades divulgaram que o suspeito enviava áudios e mensagens solicitando detalhes íntimos das vítimas, valendo-se de sua posição de autoridade religiosa para intimidá-las e garantir o silêncio.

A prisão preventiva foi cumprida pela Deam, e o inquérito apontou que os crimes ocorreram de forma reiterada entre os anos de 2009 e 2015, período em que as vítimas eram crianças ou adolescentes.

A sentença proferida pela Justiça de Goiás destaca a gravidade da conduta, observando que o réu utilizava a fé das vítimas como ferramenta de coerção. O uso do “óleo ungido” e a simulação de estados de transe espiritual foram classificados como meios para reduzir a resistência das vítimas e facilitar os abusos.

O condenado permanece à disposição do sistema prisional para o cumprimento da pena estabelecida, enquanto a defesa ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores.

Este caso insere-se em um contexto de vigilância crescente sobre crimes cometidos por

líderes religiosos que se aproveitam de sua influência sobre comunidades vulneráveis. Autoridades policiais e judiciárias têm reforçado a importância de denúncias para interromper ciclos de abuso que, em muitos casos, estendem-se por anos devido ao temor de retaliação espiritual ou social dentro das congregações. Com: Metrópoles





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