Anciãos da Oak Cliff Bible Fellowship (OCBF), igreja com 11 mil membros em Dallas, Texas (EUA), informaram no domingo que o pastor fundador Tony Evans foi restaurado ao ministério após um programa de 12 meses, mas não retornará à equipe nem assumirá funções de liderança.
A declaração foi feita à congregação por Chris Wheel, pastor associado de evangelismo: “O Dr. Evans reconheceu em uma declaração pública que não está a par do padrão de Deus e que precisa se submeter ao processo de disciplina e restauração da igreja. Temos o prazer de informar que o Dr. Evans se submeteu totalmente ao processo de disciplina e restauração da igreja”.
Segundo Wheel, o processo incluiu aconselhamento com profissionais externos à equipe, mentoria pastoral e afastamento do púlpito. Ele afirmou que os presbíteros observaram “evidências de arrependimento genuíno e tristeza piedosa”, além de “humildade e um desejo renovado de honrar a Deus”.
“Em consonância com os princípios bíblicos e com a aprovação unânime do conselho de presbíteros, o Dr. Evans concluiu com sucesso esta jornada de restauração”. Wheel acrescentou que, embora Evans não retorne a funções na OCBF, os anciãos aguardam “com alegria” o modo como Deus o usará para “proclamar a verdade das Escrituras com clareza e convicção para o fortalecimento do corpo de Cristo”.
Em junho de 2024, após 48 anos à frente da igreja, Evans, 75, anunciou que havia falhado “aos padrões bíblicos” alguns anos antes e que seu erro justificava o afastamento. A única informação fornecida foi que não havia infringido leis civis: “A base do nosso ministério sempre foi o nosso compromisso com a Palavra de Deus como o padrão supremo e absoluto da verdade ao qual devemos conformar nossas vidas. Quando não atingimos esse padrão devido ao pecado, somos obrigados a nos arrepender e restaurar nosso relacionamento com Deus”.
Evans acrescentou: “Embora eu não tenha cometido nenhum crime, não usei o julgamento justo em minhas ações. Diante disso, estou me afastando de minhas funções pastorais e me submetendo a um processo de cura e restauração estabelecido pelos presbíteros”.
A natureza específica do pecado não foi divulgada pela igreja ou pela família. O filho de Evans, o Rev. Jonathan Evans, que deve ser confirmado como novo pastor principal da OCBF, relatou que a família soube da falha poucos dias antes do anúncio à igreja, sem detalhes adicionais. “Três dias [antes da confissão pública], meu pai ligava para nós [sua família] e dizia exatamente a mesma coisa que ele dizia a vocês. Nem mais, nem menos”.
Wheel citou Lamentações 3:22-23 e Gálatas 6:1 como textos que orientaram a estrutura da disciplina. Ele explicou que a liderança exerceu “discrição deliberada e em espírito de oração” sobre o que revelar e quando, com o objetivo de preservar a integridade do processo, proteger a dignidade dos envolvidos e evitar “especulações ou sensacionalismo desnecessários”. Segundo ele, a prioridade foi “honrar a verdade e o amor” durante a disciplina e a restauração.
Após oração dos anciãos e participação na Ceia do Senhor para marcar a restauração, Evans participou de uma conversa pública com o filho. “Uma coisa é ver você pregar a Palavra. Outra coisa é ver você viver sob a autoridade dela, mesmo quando dói”, disse Jonathan Evans. Em resposta, Tony Evans descreveu a experiência como “agridoce”, após interromper uma rotina ministerial mantida por 48 anos.
“É certamente amargo quando você faz algo por 48 anos, todos os dias, todas as semanas, e depois para de fazer. E a culpa é sua. E isso cria uma ferida na alma. […] Mas também entendo que, quando você passa por algo, precisa se relacionar com Deus de uma forma mais profunda”, acrescentou, de acordo com o The Christian Post.
Evans afirmou que a OCBF desenvolveu, ao longo dos anos, uma política de restauração para membros e líderes, comparando a igreja a “um hospital de restauração”. Ele disse ter se submetido ao mesmo processo que ajudou a implantar, enfatizando a necessidade de permanecer “sob a Bíblia e sob a governança prescrita”, no caso, o conselho de presbíteros da igreja local.
Ao final, Evans declarou sentir-se confortado por ver a continuidade ministerial na pessoa do filho. “Saber que não haveria apenas um assento vazio, mas uma cadeira nova, e que você estaria sentado nela, tornou a perda da minha cadeira duradoura e administrável, porque eu sei quem está naquela cadeira”.
FONTE : Gospel Mais












