Cuiabá/MT, 23 de abril de 2026.

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GOSPEL

NT Wright diz não crer que Jesus voltará à Terra: ‘Véu será tirado’


O teólogo NT Wright comentou temas centrais da fé cristã em um episódio do podcast Ask NT Wright Anything, abordando a Segunda Vinda de Jesus, a ressurreição e o destino de pessoas que nunca ouviram o Evangelho. Durante a conversa, ele afirmou não interpretar a volta de Cristo como um evento literal nos moldes popularizados em algumas correntes teológicas.

Ao tratar da Segunda Vinda, Wright questionou a ideia de uma “fuga” da Terra e destacou uma leitura voltada à renovação da criação: “Toda a narrativa da Bíblia é sobre a criação… e a renovação da criação”.

Segundo ele, passagens frequentemente associadas a uma descida literal de Jesus devem ser entendidas em linguagem simbólica. Com base no livro de Daniel, o teólogo afirmou que esses textos descrevem a exaltação e a autoridade de Cristo, e não necessariamente um retorno físico visível. Ele definiu o evento futuro como uma revelação plena da realidade divina: “Chegará o tempo em que o véu será retirado”.

Wright acrescentou que esse momento representaria a união entre céu e terra, dentro do conceito de “nova criação” apresentado no Novo Testamento. Ainda assim, ressaltou os limites da compreensão humana: “Estamos nos limites da linguagem… simplesmente não sabemos como esses novos céus e essa nova Terra funcionarão”.

O teólogo também comentou a vida após a morte e episódios bíblicos como a transfiguração de Jesus. Ele afirmou que figuras como Moisés e Elias não estavam em corpos ressuscitados, mas “vivos para Deus”, aguardando a ressurreição futura.

Ao responder sobre o destino de pessoas que nunca ouviram o Evangelho, Wright destacou a justiça e a soberania divina: “O Juiz de toda a Terra fará justiça”.

De acordo com o The Christian Post, ele citou exemplos bíblicos, como Cornélio no livro de Atos, para sugerir que a ação de Deus pode ultrapassar limites culturais e históricos. Ao mesmo tempo, evitou conclusões definitivas sobre salvação individual: “Eu gostaria de evitar uma análise excessivamente precisa de quem está dentro e quem está fora”.

Sobre temas espirituais mais amplos, como a existência de um “conselho divino”, Wright reconheceu que a Bíblia descreve uma realidade espiritual complexa, mas alertou contra o foco excessivo nesses aspectos. Para ele, a centralidade deve permanecer em Cristo: “A luz brilhante da plena revelação de Deus em Cristo… significa que a importância que os anjos assumem… é diminuída”.

O teólogo também criticou a visão comum de que a salvação consiste apenas em “ir para o céu” após a morte. Segundo ele, essa interpretação distorce a mensagem bíblica:
“O problema é que a maioria dos cristãos ocidentais hoje pensa que o objetivo principal do cristianismo é que nossas almas vão para o Céu quando morremos”.

Por fim, Wright reforçou que o Novo Testamento apresenta a obra de Deus como um processo já iniciado na história, por meio da vida, morte e ressurreição de Jesus. Ele destacou que a Igreja tem papel ativo nesse contexto: “A Igreja é chamada a ser… o pequeno modelo funcional da nova criação”.





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