Cuiabá/MT, 10 de março de 2026.

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Israel intensifica ataques e faz apelo por evacuação no Líbano


O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Avichay Adraee, publicou nesta terça-feira (10) uma série de comunicados em árabe dirigidos aos habitantes do sul do Líbano, recomendando a evacuação imediata das áreas situadas ao sul do Rio Litani. A medida ocorre em meio à intensificação dos ataques israelenses contra infraestruturas do grupo Hezbollah na região.

“Qualquer pessoa que esteja perto de agentes, instalações ou armas do Hezbollah está colocando sua vida em risco. Permanecer ao sul do Rio Litani pode colocar em risco sua vida e a vida de sua família”, alertou Adraee em publicação na plataforma X, acompanhada de mapas indicando as zonas de perigo .

Os alertas mais recentes incluem orientações específicas para os moradores das cidades costeiras de Tiro e Sidon. O porta-voz informou que as FDI realizarão ataques contra “infraestrutura militar terrorista do Hezbollah” nos arredores dessas localidades, divulgando a localização exata de edifícios utilizados pelo grupo e solicitando a saída imediata dos residentes .

Confrontos na fronteira e retaliação do Hezbollah

Paralelamente aos alertas de evacuação, o Hezbollah declarou ter lançado foguetes contra o norte de Israel pouco após a meia-noite desta terça-feira. Segundo comunicados do grupo, os ataques atingiram uma “reunião de soldados e veículos do Exército israelense” na cidade fronteiriça de Markaba, além de posições militares nas proximidades de Khiam e Aitaroun .

As FDI confirmaram que tropas da 36ª Divisão estão realizando operações terrestres limitadas visando a destruição de infraestrutura militar do Hezbollah em áreas próximas à fronteira. Desde o recrudescimento do conflito em 28 de fevereiro, os confrontos já resultaram em centenas de mortes em ambos os lados .

Ataques a instituições financeiras ligadas ao Hezbollah

Na segunda-feira (9), a Força Aérea israelense realizou uma série de bombardeios contra filiais da associação financeira Al-Qard Al-Hassan, descrita por Israel como uma instituição vinculada ao Hezbollah. Os ataques atingiram pelo menos seis edifícios que abrigavam agências da organização em diferentes pontos do Líbano, incluindo subúrbios ao sul de Beirute e áreas nas cidades de Tiro e Sidon .

O Exército israelense afirmou que as operações visavam “ativos e instalações de armazenamento de dinheiro” da Al-Qard Al-Hassan, alegando que os recursos seriam utilizados pelo grupo para financiar suas atividades e adquirir armamentos . De acordo com o Ministério da Saúde libanês, os bombardeios resultaram em pelo menos uma morte e doze feridos .

Contexto regional e desdobramentos políticos

As ofensivas israelenses no Líbano já resultaram na eliminação de líderes do Hezbollah e do Hamas, embora detalhes específicos sobre as baixas não tenham sido divulgados pelas autoridades militares. O governo libanês, por meio do presidente Joseph Aoun, manifestou disposição para retomar negociações indiretas visando interromper a escalada .

Paralelamente, o primeiro-ministro Nawaf Salam declarou que as atividades militares e de segurança do Hezbollah tornaram-se “ilegais” do ponto de vista do atual governo, sinalizando uma possível mudança na postura oficial em relação ao grupo. O governo libanês também aprovou o plano apresentado pelos Estados Unidos para o desarmamento da organização terrorista no território libanês .

A escalada militar ocorre em meio à eleição de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, sucedendo seu pai Ali Khamenei, morto em ataques no final de fevereiro. O Hezbollah, aliado estratégico do Irã, divulgou mensagem de congratulações ao novo líder iraniano, reafirmando os laços entre as duas forças .





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