Israel informou que esta manhã cerca de 50 caças atacaram e destruíram o principal bunker do regime iraniano no centro de Teerã. pic.twitter.com/i1N1aqHkf8
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) March 6, 2026
A escalada militar no Oriente Médio ganhou novos desdobramentos na sexta-feira, 06 de junho, com ataques simultâneos envolvendo Israel, Irã e grupos armados aliados na região. Bombardeios israelenses atingiram áreas ao sul de Beirute, enquanto forças iranianas anunciaram ofensivas contra alvos em Tel Aviv e instalações militares dos Estados Unidos.
Durante a madrugada, o Exército de Israel informou ter realizado 26 ataques aéreos nos arredores da capital do Líbano. Segundo as forças israelenses, os bombardeios atingiram centros de comando e depósitos de armas do Hezbollah, organização apoiada por Teerã. Imagens registradas na região mostraram explosões e clarões no céu sobre bairros da zona sul da cidade.
No mesmo período, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o lançamento de mísseis Kheibar em direção a Tel Aviv. A ação foi descrita como a 21ª ofensiva da “Operação Promessa Verdadeira 4”, segundo comunicado oficial da corporação militar iraniana.
Autoridades iranianas afirmaram que mísseis e drones atingiram pontos considerados estratégicos no centro da cidade israelense. Fontes do Catar também relataram ataques com drones contra a base aérea norte-americana de Al Udeid Air Base, considerada a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Não houve relatos imediatos de feridos.
O Irã declarou ainda ter atingido a base aérea de Ramat David Airbase e um sistema de radar em território israelense. Autoridades iranianas também mencionaram ataques contra instalações militares norte-americanas no Kuwait e na cidade de Erbil, no Iraque.
Um representante da Guarda Revolucionária afirmou que o país pretende utilizar novos armamentos e estratégias militares nas próximas fases do conflito. Segundo ele, as medidas seriam uma resposta às operações conduzidas por Israel e pelos Estados Unidos.
Conflito regional ampliado
Após sete dias de confrontos, o conflito passou a atingir outras regiões do Oriente Médio e áreas próximas. Ataques atribuídos ao Irã também foram registrados em países do Golfo, além de episódios relatados em Chipre, Turquia e Azerbaijão.
Autoridades militares dos Estados Unidos informaram ainda que um submarino norte-americano afundou um navio iraniano no Oceano Índico, próximo ao Sri Lanka.
Durante evento realizado em Nova Délhi, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que o país considera o confronto uma ameaça direta à sua existência. “Esta é uma guerra existencial para o Irã, o que nos deixa sem escolha a não ser responder onde quer que os ataques norte-americanos tenham origem”, declarou.
Pela manhã, o Hezbollah publicou mensagem em hebraico em seu canal no Telegram pedindo que moradores de cidades israelenses localizadas até cinco quilômetros da fronteira deixassem essas áreas. O grupo afirmou que os ataques israelenses contra o território libanês e contra infraestrutura civil receberiam resposta.
Mortes e danos
Segundo o Crescente Vermelho Iraniano, cerca de 1.200 pessoas morreram no Irã desde o início das hostilidades. No Líbano, o Ministério da Saúde informou que 123 pessoas morreram e 683 ficaram feridas em decorrência dos bombardeios israelenses. As autoridades não especificaram quantas vítimas eram civis ou combatentes.
Até o momento, não houve confirmação oficial de mortes em Israel relacionadas a ataques do Hezbollah.
Na quinta-feira, 05 de junho, o governo do Azerbaijão anunciou medidas de retaliação após relatar que quatro drones iranianos cruzaram a fronteira e feriram quatro moradores no enclave de Nakhchivan. O governo iraniano negou envolvimento no incidente.
A atual escalada militar começou no sábado, 28 de maio, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos iranianos em meio às tensões sobre o programa nuclear do país.
No domingo, 29 de maio, a imprensa oficial iraniana informou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu em bombardeios atribuídos a forças norte-americanas e israelenses. Após o anúncio, autoridades iranianas afirmaram que o país responderia às ações militares.












