Cuiabá/MT, 6 de março de 2026.

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iranianos comemoram ataque de EUA e Israel contra Irã


Vídeos publicados nas redes sociais por veículos da diáspora iraniana na manhã deste sábado (28) mostram cenas de celebração nas ruas de Teerã em resposta aos bombardeios israelenses e americanos contra instalações militares e governamentais do regime dos aiatolás, no Irã.

As imagens, registradas antes da imposição de um apagão virtual no país, exibem grupos de jovens manifestando apoio explícito à ação de Israel e Estados Unidos.

Em uma das gravações, é possível ver jovens iranianos gritando “eu amo Trump” enquanto colunas de fumaça sobem ao fundo, indicando os locais atingidos pelos ataques. Outro vídeo mostra pessoas dançando nas ruas – uma prática formalmente criminalizada pelo regime islâmico desde a Revolução de 1979, quando líderes religiosos classificaram a dança como “ato pecaminoso” e “manifestação de luxúria”.

Embora o The Jerusalem Post, fonte desta matéria, não tenha conseguido verificar de forma independente a autenticidade das imagens, um analista de guerra especializado em pesquisa de fontes abertas (OSINT) afirmou ao jornal que os vídeos aparentam ser recentes.

Paralelamente, a mídia curda divulgou filmagens de estudantes pró-regime protestando nas proximidades da Universidade de Teerã, embora não esteja claro quando as imagens foram capturadas. A imprensa iraniana tem noticiado que esses protestos teriam irrompido na esteira dos bombardeios.

Blackout e Reforço da Repressão

Desde a divulgação dos vídeos, o serviço de monitoramento de internet Netblocks registrou uma queda drástica na conectividade em todo o Irã, que atingiu apenas 4% da capacidade normal. A agência de notícias Fars informou que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) mobilizou sua força paramilitar Basij para patrulhar as ruas de Teerã.

O contexto dos ataques ocorre em um momento de fragilidade interna do regime. Em dezembro, protestos generalizados eclodiram em função da desvalorização do rial e da grave crise econômica que assola o país.

As autoridades responderam com violenta repressão, resultando em milhares de mortos nas ruas e um número ainda maior de detenções arbitrárias. Fontes médicas relataram ao The Jerusalem Post que agentes do regime assassinaram manifestantes em seus leitos hospitalares, onde recebiam tratamento por ferimentos causados pelas forças de segurança, e que profissionais de saúde foram perseguidos e presos por atenderem os feridos.

Análise: Sinais de Enfraquecimento

O vice-almirante reformado Robert Harward, ex-comandante adjunto do Comando Central dos EUA, havia alertado ao Post no início do mês que o regime islâmico frequentemente utiliza conflitos externos para “galvanizar e explorar o nacionalismo” em seu benefício. No entanto, os ataques desta semana ocorrem em um momento em que a insatisfação popular com o regime parece ter atingido níveis sem precedentes.

A ex-oficial de inteligência do Exército britânico Lynette Nusbacher, uma das arquitetas de duas Estratégias de Segurança Nacional do Reino Unido, afirmou ao Post que, embora não possa comentar os vídeos sem autenticação prévia, “estamos recebendo um sinal que apoia a narrativa de um colapso rápido do regime”.

Ela ponderou, contudo, que já se sabe da existência de redutos antirregime em partes do Irã onde as pessoas se sentem seguras para demonstrar sua disposição para uma mudança de governo.

Nusbacher alertou que, embora tais manifestações sejam um indicativo do enfraquecimento do controle de Teerã sobre a população, “não são um sinal de que exista um governo sucessor bem organizado, capaz de derrubar até mesmo um regime enfraquecido”.

Nas redes sociais, o eminente pastor e evangelista Franklin Graham pediu orações para que os iranianos sejam libertos da teocracia islâmica abusiva de Teerã, bem como para que Deus proteja os militares que lutam contra ela.

“Orem por nossos militares na operação contra o Irã, pelo Presidente Donald Trump, e para que o povo do Irã seja libertado do jugo do Islã”, escreveu ele.





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