O Irã rejeitou o plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta quarta-feira, 25 de março, autoridades do país classificaram a proposta norte-americana como “desconectada da realidade”.
O governo iraniano afirmou que a Casa Branca “não ditará” os rumos da guerra em curso no Oriente Médio, conflito que levou ao bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, principal rota global para o escoamento de petróleo. Desde o início das hostilidades, o preço internacional do barril ultrapassou US$ 100 e, atualmente, gira em torno de US$ 97.
Segundo a emissora estatal Press TV, o governo iraniano declarou: “O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo”. Em seguida, acrescentou: “E quando as suas próprias condições forem atendidas”.
A Press TV informou que o país estabeleceu cinco condições para encerrar o conflito. Entre elas estão o fim total da “agressão e dos assassinatos” atribuídos aos Estados Unidos, a definição de medidas que impeçam a retomada da guerra, o pagamento de reparações por danos causados, o encerramento imediato de todas as frentes de combate e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
O plano norte-americano para encerrar o conflito foi intermediado pelo Paquistão entre Washington e Teerã na manhã de quarta-feira, 25 de março, segundo a agência Reuters.
De acordo com o jornal The New York Times, a proposta apresentada por Donald Trump continha 15 pontos. Entre eles estavam a desativação das usinas iranianas de enriquecimento de urânio, o fim do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah, além da criação de uma zona marítima de livre comércio no Estreito de Ormuz.
De acordo com a revista Oeste, na terça-feira, 24 de março, Donald Trump afirmou que o Irã havia concordado em abrir mão de armas nucleares. O presidente declarou: “Grande concessão”.












