Cuiabá/MT, 18 de março de 2026.

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Igrejas católica e evangélica perdem mais de 1,1 milhão de fiéis


A Conferência Episcopal Católica Alemã e a Igreja Evangélica da Alemanha divulgaram nesta segunda-feira (17) as estatísticas de filiação religiosa referentes a 2025, que apontam uma redução conjunta de aproximadamente 1,13 milhão de membros nas duas principais denominações cristãs do país. O declínio é atribuído principalmente ao elevado número de desligamentos oficiais e ao saldo de óbitos.

De acordo com os dados, a Igreja Católica registrou uma queda de cerca de 550 mil fiéis, totalizando 19,22 milhões de membros — o que corresponde a 23% da população alemã. A Igreja Evangélica (protestante) sofreu redução ainda mais acentuada, com aproximadamente 580 mil desligamentos, chegando a 17,4 milhões de adeptos.

O principal fator para a diminuição contínua das duas comunidades religiosas são as desfiliações formais. No ano passado, 307 mil católicos oficializaram a saída da igreja, número 14 mil inferior ao registrado em 2024. Entre os protestantes, as desfiliações mantiveram-se praticamente estáveis, com cerca de 350 mil casos.

Sistema de tributação e motivações para desligamento

Na Alemanha, os membros registrados das igrejas Católica e Protestante estão sujeitos ao “kirchensteuer” (imposto eclesiástico), uma contribuição obrigatória calculada como taxa adicional de 8% ou 9% sobre o imposto de renda devido, sendo recolhida diretamente pela autoridade fiscal federal. Para deixar de pagar o tributo, muitos fiéis formalizam sua saída da instituição religiosa por meio de declaração oficial, geralmente encaminhada por carta.

Batismos, casamentos e ordenações em queda

O número total de batismos nas duas igrejas alcançou 214 mil em 2025. Entre os protestantes, o índice manteve-se estável em aproximadamente 105 mil, com cerca de 10% dos batizados tendo mais de 14 anos. Já na Igreja Católica, houve redução superior a 7 mil batismos em relação ao ano anterior, totalizando 109 mil — número significativamente inferior aos mais de 220 mil registrados há 25 anos.

A Igreja Católica também contabilizou 34,4 mil casamentos religiosos em 2025, ante 37,3 mil no ano anterior. A Igreja Evangélica não divulgou estatísticas sobre matrimônios.

O encolhimento da Igreja Católica reflete-se ainda na redução do número de paróquias, que passaram de 9.291 no final de 2024 para 8.997 em 2025 — diminuição de 294 unidades. Diante da queda no contingente de fiéis, diversas dioceses têm promovido fusões ou encerramento de paróquias, com templos sendo desativados em alguns casos.

As ordenações sacerdotais na Igreja Católica atingiram novo mínimo histórico: apenas 25 homens foram consagrados padres em 2025, contra 29 no ano anterior e 35 em 2023.

Em 2000, o número de ordenações era seis vezes superior, com 154 novos sacerdotes. A escassez de vocações é apontada como problema estrutural da instituição, agravada por fatores como a exigência do celibato e a percepção de baixa atratividade da carreira eclesiástica.

Reação da liderança católica

O presidente da Conferência Episcopal Católica Alemã, bispo Heiner Wilmer, avaliou que as estatísticas refletem a realidade atual da igreja.

O prelado de Hildesheim considerou positivo o ligeiro aumento no percentual de frequentadores das celebrações e a estabilidade nos números de primeiras comunhões e crismas. No entanto, manifestou pesar pelo ainda elevado contingente de fiéis que optam por deixar a instituição. Com: DW





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