Cuiabá/MT, 6 de março de 2026.

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Igreja Universal é ‘calo no pé’ da TV Gazeta, diz diretora


A TV Gazeta estuda uma reestruturação editorial com o objetivo de reduzir sua dependência financeira da Igreja Universal do Reino de Deus. A proposta foi mencionada pela executiva Juliana Algañaraz, superintendente geral da emissora.

Em entrevista ao NaTelinha Podcast, na terça-feira (3), Algañaraz afirmou que pretende ampliar a produção de conteúdo próprio. Segundo ela, a estratégia busca fortalecer a identidade editorial da emissora e ampliar a diversidade da programação.

De acordo com informações divulgadas pelo portal TV Pop, o contrato atualmente mantido com a Igreja Universal representa cerca de 80% da receita da TV Gazeta. A programação religiosa ocupa aproximadamente 11 horas diárias da grade da emissora.

Segundo Algañaraz, esse modelo dificulta a consolidação de uma identidade nacional para o canal. A executiva afirmou que a nova gestão pretende desenvolver uma faixa de programação com conteúdo brasileiro próprio: “Dentro da nossa estratégia, queremos criar uma faixa de programação brasileira. Neste momento, estou um pouco engessada porque herdei a igreja”, declarou.

A executiva também dirige a Fundação Cásper Líbero, entidade responsável pela emissora. Em suas declarações, ela comparou a forte presença da programação religiosa na grade a um obstáculo para o desenvolvimento de novos projetos.

Apesar disso, Algañaraz reconheceu que o atual modelo garante estabilidade financeira. A venda de horários para terceiros, segundo ela, exige baixo investimento em produção e assegura receita constante para a emissora.

Ainda assim, a direção da TV Gazeta avalia alternativas para diversificar as fontes de renda e ampliar o alcance do canal. A estratégia inclui desenvolver novos formatos de conteúdo e buscar um público mais jovem e variado.

O plano prevê que a transição ocorra de forma gradual. O contrato com a Igreja Universal permanece vigente e tem término previsto para 2027.

Segundo a executiva, os próximos 12 meses deverão ser dedicados à criação de projetos capazes de substituir a receita atualmente gerada pela venda de horários religiosos.

“Está nos meus planos [encerrar a negociação], mas não é fácil”, afirmou Algañaraz ao comentar o futuro da relação contratual entre a TV Gazeta e a Igreja Universal, segundo informações do TV Pop.





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