Cuiabá/MT, 6 de março de 2026.

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Heloísa Périssé repercute com fala polêmica: “Igreja para mim é você e seu dia a dia”

Em entrevista ao programa “Altas Horas” no último final de semana, a atriz Heloísa Périssé, 59 anos, reacendeu o debate sobre o crescimento da população “desigrejada” no Brasil. Dados do último Censo do IBGE confirmam a relevância do fenômeno: aproximadamente 19 milhões de brasileiros declararam manter a fé cristã sem vínculo com instituições religiosas específicas.

Em declaração originalmente proferida durante participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, ainda em 2024, Périssé detalhou sua trajetória religiosa. “Eu sempre fui uma pessoa muito religiosa, tenho uma igreja lá em casa. Hoje, aos 58 anos [na época], eu não tenho mais religião. Eu tenho fé”, afirmou a artista.

No vídeo que circulou nas redes sociais nesta semana, a atriz fundamentou sua decisão de não frequentar templos religiosos. “Hoje quando me perguntam ‘qual a sua religião’? Eu digo: não tenho mais religião. ‘Como você se autodefine’? Digo: cristã. A igreja não é apenas um banco que você senta aos domingos. Igreja é a mão que você estende, o bom dia que você dá, a consideração que você tem. É a inclusão, a atenção ao próximo, o respeito. Igreja para mim é você e o seu dia a dia”.

A repercussão nas redes sociais dividiu-se entre apoiadores e críticos. Um usuário escreveu: “Os pastores que deveriam guiar, orientar os fiéis, estão mais preocupados com o dinheiro, com a política, com outras coisas. As pessoas inteligentes percebem isso, logo”. Outra manifestação contrária argumentou: “Engraçado Heloísa, a igreja sempre foi cheia de defeito e você, quando passou pelo processo do câncer, foi lá que buscou ajuda”.

O contexto mencionado refere-se ao tratamento bem-sucedido de um câncer nas glândulas salivares diagnosticado em 2019. Após cinco anos de acompanhamento, exames recentes confirmaram a remissão da doença, motivo pelo qual a atriz realizou uma celebração em sua residência no último sábado (27).

Especialistas religiosos oferecem perspectivas distintas sobre o fenômeno. O pastor Gilson Bifano, terapeuta familiar, avalia que “usar esse argumento é uma maneira de acalmar a consciência pela decisão tomada”. Ele orienta que pessoas em situação de decepção religiosa “devem buscar uma visão de que, embora a igreja falhe, Deus sempre nos acolhe”.

Por outro lado, o pastor Pedro Nóia, presidente da Comunidade Batista Cristã, defende que “é preciso olhar com sensibilidade para quem saiu. Muitas vezes há feridas, traumas e também uma sede por algo mais autêntico”.

O teólogo Pedro Galoza, mestre em Ciência da Religião, interpreta o movimento como um sinal de protesto: “Há uma crise de sentido. Muitas igrejas perderam o foco na vivência comunitária do Evangelho e se tornaram espaços de institucionalização rígida”.

FONTE : Gospel Mais

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